Como se fosse a primeira vez (filme)

22 fevereiro 2017

Eu nunca havia ouvido falar desse filme, mas tenho que confessar que assisti-lo foi uma das melhores experiências que tive recentemente, sem contar com todas as lágrimas que surgiram enquanto esperava ansiosamente descobrir qual final os protagonistas teriam que enfrentar para fazerem dar certo uma história de amor um tanto surpreendente. 

Como se fosse a primeira vez é um romance capaz de causar uma grande aflição no coração de qualquer um; o filme começa contando um pouco sobre a vida de Henry (Adam Sandler), um veterinário marinho que cuida de animais em um parque aquático da cidade e que nutre um grande amor a sua profissão, tanto que sonha em conhecer o habitat natural das morsas. Henry tem uma personalidade conquistadora, e por morar em uma cidade turística - Havaí - aproveita para se relacionar com diversas mulheres sem nenhum tipo de compromisso. 

Até conhecer Lucy, que imediatamente chama a sua atenção em uma de suas idas até a cafeteria, porém desconhecendo totalmente os problemas de saúde que afligem a moça, ele tenta se aproximar e acaba rolando algo entre eles, pois ela mesmo combina de vê-lo no dia seguinte. No entanto, Lucy é portadora da Síndrome de Goldfinger desde um acidente que afetou a região do seu cérebro responsável pelo armazenamento de novos fatos e acontecimentos, e devido a sua isso, todas as informações que ela absorve no período de 24 horas são apagadas durante o sono, e no dia seguinte retorna ao dia do acidente sem se lembrar nos últimos eventos. 

Diante de tal descoberta, Henry se sente confuso em relação aos seus próprios sentimentos. Depois de suas tentativas de conquistar Lucy todos os dias, ele se vê em um beco sem saída, porém Henry tenta lutar com todos os comentários negativos sobre o diagnóstico da garota que ama, indo em busca de algo que permita que os dois tenham uma vida tranquila juntos, lidando com a trágica perda de memória de Lucy. 

É uma história realmente muito triste, e em alguns momentos, é impossível não se sentir abalado pela maneira como a vida de Lucy parece ser uma mentira ensaiada, mesmo recebendo o apoio da família e todos os cuidados necessários para que ela não descubra sobre a sua síndrome. O filme mostra o quanto o amor é capaz de ultrapassar barreiras, é extremamente difícil lidar com uma síndrome tão peculiar como essa, porém também é difícil lidar com qualquer outra coisa que faça um relacionamento não ir para a frente, mas a história de Lucy e Henry mostra que independentemente de tudo o que aconteça, enquanto existir amor, sempre vai haver uma razão para acreditar na esperança e em um final diferente daquele que parece óbvio. 

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