Últimos filmes assistidos #01

26 fevereiro 2017
Nada melhor do que aproveitar o tempo livre descobrir novos filmes para assistir. Eu sou aquele tipo de pessoa que vive fazendo listas com todos os títulos que me interessam para depois vê-los, mas que sempre vou acrescentando novas sugestões de filmes à medida em que vão me interessando. Dessa vez, fiz uma listinha com os últimos filmes que assisti, tanto na Netflix quanto no Cinemark, espero que vocês gostem das sugestões e que aproveitem o Carnaval de maneira consciente. 


Último filme da franquia, porém um dos mais aguardados pelos fãs, e não é à toa que sua estreia tenha sido um sucesso - na minha visão, é claro - apesar de todas as opiniões contraditórias, principalmente por aqueles que criticam o fato da história se distanciar bastante da história original representado nos jogos. Nesse último filme é contado o final da trajetória de Alice em busca de qualquer resquício de salvação que pudesse acabar com o vírus que se espalhou pelo mundo e dar uma nova chance para a humanidade.

A heroína precisa chegar o mais rápido possível ao local onde tudo começou antes que seja tarde demais e não haja mais possibilidade de salvação para o restante dos sobreviventes. Alice conta com a ajuda de uma antiga aliada, Claire Redfield, que não hesita em ajudá-la a chegar ao seu objetivo final. A produção conta com cenas de ação, sustos inesperados, e com um ambientação que mostra um planeta totalmente destruído e com milhares de zumbis invadindo cada canto do cenário.


Mad Max revela um mundo totalmente desolado, com enormes desertos e tempestades de areias, onde as principais riquezas que alguém pode possuir são água e combustível. Cidadela é uma área desértica comandada por Immortan Joe sob um regime totalmente injusto e autoritário, sendo ele capaz de aniquilar cruelmente qualquer obstáculo que o faça se sentir ameaçado, sem se importar com os sacrifícios que precisará fazer. A parte mais chocante do filme é o modo como as mulheres são tratadas por ele: como verdadeiros objetivos que apenas são utilizados para um fim, e um deles é usá-las para manter o consumo de leite, sendo totalmente bárbaro e cruel tratá-las como meras mercadorias e escravas de Immortan. Cansada de tanta injustiça, e indo em busca de liberdade e um lugar seguro, Furiosa resolve se rebelar contra a ordem imposta e parte em uma missão fugitiva com as mulheres que são mantidas como "propriedades" de Immortan.

É nessa fuga que Furiosa se depara com Max, que também havia escapado de ser utilizado como Bolsa de Sangue pelos "súditos" do vilão. E apesar da relutância de Furiosa em permitir que Max a acompanhe nessa longa estrada, ambos acabam se unindo para lutar contra o inimigo maior: Immortan. Furiosa é uma mulher corajosa, que luta independentemente do que possar acontecer, e em nenhum momento pensou em se render diante de tanta perseguição. Apesar do grande sucesso, o filme rendeu diversas opiniões sobre o discurso feminista apresentado da obra, e de um lado, estavam os homens usando o argumento de que essa visão de feminismo é uma ameaça para a masculinidades deles. Eu faço a mesma pergunta que uma outra blogueira fez: quem é que se sente ameaçado por ver tantas mulheres fortes lutando por sua liberdade? Será que a masculinidade dos homens é tão frágil a esse ponto? Fica o questionamento. 


E novamente a história me surpreendeu, bem mais do que o primeiro filme. Acredito que todos já tenham tido um primeiro contato com a produção ou com algum dos livros da trilogia, ou até mesmo seja familiarizado com a história de Anastasia Steele, que até então era uma jovem inocente que nunca pensou em se envolver emocionalmente com alguém até conhecer Christian Grey, um homem reservado, bilionário e inteiramente lindo, e sexy. 

50 tons mais escuros mostra como é a reconciliação de ambos após o rompimento por parte de Anastasia no primeiro filme devido a personalidade peculiar e os gostos excêntricos em relação ao sexo, algo que acabou se tornando uma novidade na vida de Ana, e um grande desafio também. Ela está disposta a tentar novamente, por isso dá uma segunda chance para Christian, que também se vê disposto a mudar o seu jeito, e o maior obstáculo para Ana é fazê-lo se abrir sobre o seu passado traumático e tudo o que ele precisou enfrentar para ser o homem que acabou se tornando, porém o amor pela jovem acaba se tornando mais forte que qualquer outra coisa que possa afastá-lo, até mesmo o seu passado. 


Sem Limites gira em torno de uma questão: o que os seres humanos seriam capazes de fazer se conseguissem usar 100% do cérebro? E ao longo do filme, encontramos uma resposta para esse questionamento através da história de Eddie Morra, um escritor que acaba passando por um bloqueio mental (falta de criatividade) ao começar a escrever o seu livro para entregá-lo no prazo, além disso, ele precisa enfrentar o término do seu relacionamento com Lindy. 

 Eddie se sente um total fracassado, porém apenas até se deparar com o irmão de de sua ex-mulher, que lhe oferece um novo tipo de droga. Apesar da relutância, no final ele aceita a amostra da droga chamada NZT, e tendo em mente que sua vida não poderia ficar pior, Eddie ingere a nova substância, e instantaneamente, os efeitos começam a surgir de imediato, sua concentração aumenta, ele consegue enxergar o mundo com uma visão diferente, com uma inteligência que passa da normalidade, ou seja, Eddie acessou os 100% da capacidade do seu cérebro, tendo todos os seus sentidos totalmente aguçados. 

Agora com todo esse poder alcançado, Eddie finalmente é capaz de trazer um rumo a sua vida, porém o que ele não sabia é que a droga trás alguns efeitos colaterais se o seu uso for interrompido, ou a sua ausência leva a morte ou causa danos reversíveis ao cérebro. Agora Eddie se vê diante de um problema ao perceber que seu estoque de NZT não durará para sempre, e que precisa encontrar uma alternativa para evitar sofrer as consequências da droga. 

Como se fosse a primeira vez (filme)

22 fevereiro 2017

Eu nunca havia ouvido falar desse filme, mas tenho que confessar que assisti-lo foi uma das melhores experiências que tive recentemente, sem contar com todas as lágrimas que surgiram enquanto esperava ansiosamente descobrir qual final os protagonistas teriam que enfrentar para fazerem dar certo uma história de amor um tanto surpreendente. 

Como se fosse a primeira vez é um romance capaz de causar uma grande aflição no coração de qualquer um; o filme começa contando um pouco sobre a vida de Henry (Adam Sandler), um veterinário marinho que cuida de animais em um parque aquático da cidade e que nutre um grande amor a sua profissão, tanto que sonha em conhecer o habitat natural das morsas. Henry tem uma personalidade conquistadora, e por morar em uma cidade turística - Havaí - aproveita para se relacionar com diversas mulheres sem nenhum tipo de compromisso. 

Até conhecer Lucy, que imediatamente chama a sua atenção em uma de suas idas até a cafeteria, porém desconhecendo totalmente os problemas de saúde que afligem a moça, ele tenta se aproximar e acaba rolando algo entre eles, pois ela mesmo combina de vê-lo no dia seguinte. No entanto, Lucy é portadora da Síndrome de Goldfinger desde um acidente que afetou a região do seu cérebro responsável pelo armazenamento de novos fatos e acontecimentos, e devido a sua isso, todas as informações que ela absorve no período de 24 horas são apagadas durante o sono, e no dia seguinte retorna ao dia do acidente sem se lembrar nos últimos eventos. 

Diante de tal descoberta, Henry se sente confuso em relação aos seus próprios sentimentos. Depois de suas tentativas de conquistar Lucy todos os dias, ele se vê em um beco sem saída, porém Henry tenta lutar com todos os comentários negativos sobre o diagnóstico da garota que ama, indo em busca de algo que permita que os dois tenham uma vida tranquila juntos, lidando com a trágica perda de memória de Lucy. 

É uma história realmente muito triste, e em alguns momentos, é impossível não se sentir abalado pela maneira como a vida de Lucy parece ser uma mentira ensaiada, mesmo recebendo o apoio da família e todos os cuidados necessários para que ela não descubra sobre a sua síndrome. O filme mostra o quanto o amor é capaz de ultrapassar barreiras, é extremamente difícil lidar com uma síndrome tão peculiar como essa, porém também é difícil lidar com qualquer outra coisa que faça um relacionamento não ir para a frente, mas a história de Lucy e Henry mostra que independentemente de tudo o que aconteça, enquanto existir amor, sempre vai haver uma razão para acreditar na esperança e em um final diferente daquele que parece óbvio. 

Ela é feito chuva

20 fevereiro 2017

De vez em quando ela engole algumas lágrimas só pra manter o semblante de garota forte, daquelas que encaram qualquer tipo de problema sem abaixar a cabeça, mas é apenas nos lugares que ninguém mais consegue vê-la que ela se permite desabar até não sobrar nenhum resquício daquilo que fazia o seu coração um pouco mais pesado. 

Ela é garoa fraca, mas que molha como um temporal. Também sabe ser tempestade, principalmente quando ameaça perder o controle, porque ela tem essa mania de querer saber tudo, se amanhã vai precisar levar um guarda-chuva ou se pode deixar o casado em casa porque vai fazer um calor insuportável lá pela tarde. Na vida, ela gosta de ter certezas, então não vai adiantar vir com meia atitude, com meia palavra ou com meio sentimento, porque ela é inteira demais pra viver por metades. Mas de vez em quando, ela tem lá as suas próprias confusões que apenas ela é capaz de entender, mas há quem tente desvendar tanto mistério em uma só pessoa.

Não tenha medo de começar de novo

17 fevereiro 2017

Isso mesmo. Se não deu certo, faça novamente. Recomece quantas vezes for preciso. Invista seu tempo em algo que dessa vez vá valer a pena, não importa que tenha dado errado uma vez, ou que na segunda vez o planejado não tenha saído do jeito que foi escrito no papel, e tudo bem aprender com os erros e quebrar a cara na primeira tentativa. Não são as oportunidades que vem atrás da gente, somos nós que precisamos ir em busca de cada uma delas, porque sempre vai ter uma chance de começar de novo, de refazer os velhos hábitos e descobrir onde é que se está errando, ou se aquela tecla que você tanto bate é mesmo a certa.

Enquanto existir vida, vai haver um jeito de arrumar a bagunça, de colocar todas as coisas no lugar certo, de juntar todas as peças que faltam, porque a vida é feita de tentativas, de erros e de acertos, a gente nunca sabe como vai ser o final, é por isso que precisamos arriscar dia após dia, noite após noite, sem se cansar. E essa é a parte mais difícil: não se cansar; é você que escolhe se o tempo vai servir pra te deixar esgotado ou pra alimentar os seus sonhos, porque frequentemente temos o poder de escolher como reagir depois de uma notícia ruim ou quando você percebe que vai ter que adiar aquela viagem tão planejada porque um imprevisto surgiu.

Mas é aí que a maioria das pessoas desistem, e eu sei disso porque eu já perdi a conta de quantas vezes isso me passou pela cabeça, mas eu nunca me permiti isso, porque eu nunca me vi abrindo mão dos objetivos que precisavam ser adiados, nem deixando de lado os planos que não poderiam ser realizados nesse semestre. Não é porque deu errado mais uma vez, que sempre vai ser assim, uma hora dá certo, mas só se você estiver disposto a começar de novo, a refazer todos os seus passos em um caminho diferente, porque existem tantas possibilidades ainda. 

É muito fácil querer, todo mundo quer, não é mesmo? Mas quando as coisas complicam, e o circo pega fogo, eu quero ver quem é que fica, porque é fácil querer quando o mar ainda está calmo e não corre o risco do barco afundar, mas quando vem aquele tempestade, é aí que vemos quem quer de verdade, porque é fácil falar, mas o difícil mesmo é fazer, e principalmente quando o fazer é começar de novo. 

Você foi embora, mas continua em mim

16 fevereiro 2017

Meu dia nem começou e já parece que tudo está saindo do controle. É a segunda vez que acordo atrasado essa semana, e olha que hoje ainda é quarta-feira. Não faço a menor ideia do que esperar dos próximos dias, porque eu ainda não aprendi a lidar com a falta que você está fazendo, esse buraco que a sua ausência tem deixado está me consumindo. Não importa se logo pela manhã o dia já promete ser ensolarado ou se vai cair uma tempestade quando for o horário de sair do emprego, eu sinto que frequentemente as coisas perderam a cor desde que você foi embora. Parece que você roubou a cor de tudo o que costumava ser colorido, mas na verdade foi você que trouxe tantas mudanças pra minha vida, você que me fez enxergar as coisas de uma maneira totalmente nova, e agora você está longe demais pra eu poder compartilhar cada mínimo detalhe que pudesse se tornar incrível para nós dois. 

Eu ainda tenho medo de esbarrar com você por aí, quem sabe na fila do banco, ou em alguma estação do metrô caótica de São Paulo, fico me perguntando se por algum motivo você vai vir em minha direção e me cumprimentar com um beijo no rosto como costumava fazer, mas agora cada um de nós foi pro seu canto, você preferiu seguir a sua vida sem estar preso a ninguém, enquanto eu fico preso na minha bat-caverna com um pote de pipoca de micro-ondas e assistindo algum filme romântico na Netflix só para lembrar dos melhores momentos que tivemos juntos, momentos que agora parecem distantes da mesma maneira que o Oceano Índico está de mim agora. 

Toda vez em que o telefone toca, eu ainda tenho esperança de que vai ser o seu nome que vai aparecer na tela, porque eu ainda não tive coragem o suficiente para deletar o seu número dos meus contatos, e ainda mais da lista de favoritos. Quando recebo aquela notificação de alguma rede social, meu coração ainda tem a mania de perder o ritmo, de bater em uma frequência que apenas entrega o quanto eu quero que seja uma foto sua na praia, na faculdade, ou em qualquer canto do mundo, e quando realmente é, eu já tenho que engolir as lágrimas, porque doí demais saber que eu não sou mais um dos motivos de você ser feliz, não sou mais aquele que vai te fazer rir, nem vou continuar sendo a razão de alguma das suas risadas gostosas, porque você está aí, e estou bem aqui, e isso me machuca em uma intensidade que faz tudo perder a graça. 

Se for pra ser

15 fevereiro 2017

Mas antes de deixar na mão do destino toda a nossa história, eu vou fazer valer a pena, mesmo que pra isso eu tenha que pedir desculpa um milhão de vezes pelo meu jeito estressado, pelas minhas crises de ciúme exagerado, e pelas brincadeiras sem graça que faço só pra te ver com um sorriso estampado na cara, porque não existe coisa melhor do que te observar rindo, e por um segundo, saber que eu sou uma das razões da tua felicidade. 

Eu não quero ficar com joguinhos pra cima de você, não quero fingir que sou orgulhosa só pra provar que é você que deve vir atrás de mim depois de uma briga, e também não penso em arrumar as malas depois que uma de nossas discussões saírem do controle, mas se for pra fugir, que seja pra debaixo dos cobertores pra gente fazer as pazes ao invés de permitir que algum desentendimento consuma o nosso amor. Se for pra essa nossa história se encaixar, que ela continue sendo repleta de motivos pra darem certo, que contenha todas as razões pra nunca desistirmos um do outro, porque se for pra ser, a gente vai fazer dá certo mesmo que o mundo inteiro fique contra a gente.

Não importa quantas vezes já tivemos medo do inevitável, medo de que um de nós falasse aquele adeus inesperado que só de imaginar já faz as borboletas do estômago se agitarem como loucas, se for pra ser, não existe palavra negativa ou fofoca de vizinho que faça todo esse sentimento diminuir, porque a tendência é crescer. Pode até aparecer alguns contratempos e imprevistos, mas o amor é a certeza de que iremos enfrentar até o pior dos problemas juntos, desde uma garoa inofensiva até uma dessas tempestades assustadoras.

A gente só precisa confiar, porque se for pra ser, não há quem derrube tamanha convicção. Se depender de mim, vamos casar na praia, passar a lua de mel em uma desses lugares paradisíacos e quem sabe até ir no show daquela nossa banda de rock favorito pra comemorar nosso primeiro ano de casados. O destino pode ser o bicho mais traiçoeiro que existe, mas eu tô disposta a lutar por todas essas coisas se você prometer que também não vai desistir tão fácil, nem nos momentos mais difíceis e nem quando achar que não dá mais pra continuar, porque se for pra ser, precisamos estar sintonizados na mesma estação, na mesma frequência.

Não é preciso ter medo de errar, porque só assim pra aprender o caminho certo, só assim pra entendermos qual é o melhor jeito de não cometermos as mesmas falhas, porque se for pra ser, até os nossos defeitos vão contribuir pra ficarmos juntos. Algum de nós pode até inventar de estudar em outra cidade, ou fazer um intercâmbio no próximo semestre, tu pode esquecer de mandar parabéns do meu aniversário, e eu posso até esquecer o nosso aniversário de namoro barra casamento, mas se for pra ser, o mundo vai encontrar um jeitinho de nos unir novamente, a gente só precisa confiar de coração que a nossa história não vai ter um final, mas que todo o começo e meio vai ser sempre tão cheio de amor e declarações inesperadas, e beijos repentinos, porque pra mim, é exatamente isso que vale. 

Ela é bagunça

13 fevereiro 2017

A bagunça mais linda que já se viu, ou não. No meio das bagunças tem pedaço de vidro espalhado, papeis molhados, vasos quebrados. Talvez ela não seja a bagunça mais linda, mas é sim a mais sincera, pois não nega o que é. Ela te acolhe e te avisa: é fácil se assustar com o desastre aqui dentro. Mas por favor não se assusta, que aqui dentro tem muito amor. E se mesmo assim você se assustar, não vai embora, me ajuda a arrumar e fica. Ela é bagunça por querer abraçar o mundo, por querer fazer chover a todo custo. É melancolia e alegria, dependendo do pique do dia. Tem tentado aprender a conviver com as roupas jogadas sob a cama e com a sujeira debaixo do tapete. Você bem sabe, é difícil colocar um ponto final na desordem desse coração. 

Entre as cobertas, abraçada aos travesseiros, os olhos inchados e vermelhos falam muito mais do que poderia aqui escrever. Se olhar bem, é possível que enxergue as gotas de dor que lhe corroem a alma à anos e talvez ainda encontre as fagulhas de felicidade deixadas pelo caminho. A cada tropeço um novo amor, a velha mania de curar a antiga dor com um novo amor. Amor. O grande causador da confusão em que habita. Com o coração cansado de tanto lutar. As lágrimas regam as feridas e ela reza para que tragam a cura. E entre as fortes batidas no peito, ela respira, para não perder o sentido da vida. Porque você sabe, ela é bagunça, e bagunça não se tem por onde começar ou terminar. E isso a perturba, muito mais do que a você. 

Na madrugada, entre o fim e o começo de um dia, ela guarda para si todos os questionamentos, todos os medos, e dorme, na esperança que pouco a pouco os nós serão desfeitos. Esconde as marcas que carrega entre os pulsos, as feridas no estômago, as olheiras das noites em claro. Ela carrega o universo em si, por isso bagunça, sua própria vida e a de quem chega, por descuido, por ser intensa, além do que deveria. É como um livro marcado com inúmeras cores, com vários rabiscos, desenhos, manchas de tintaMarcas da vida. Vestígios do que um dia foi, do que é e do que talvez um dia seja. ou não. 

É coração barulhento, é amor, é música, é vida. É imensidão, assim como oceano, é fácil se afogar entre seus braços, beijos e olhares. É preciso saber nadar, mergulhar, ter coragem de ir mais fundo, só assim para lhe descifrar, porque você sabe, ela é bagunça. A bagunça mais linda que já se viu, ou não. É como um balão, dificilmente está no chão. Gosta do céu, da aventura, da adrenalina. Tenho quase certeza que não foi feita para pousar, foi feita para vida, feita para voar, viajar. Mas por ser bagunça, é de todo mundo e pensando bem, não é de ninguém.

- Victória Dantas
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Documentário: Living on One Dollar

09 fevereiro 2017

Essa semana vou trazer uma resenha diferenciada do que estou acostumava a postar no blog, não será indicações de livros, séries ou filmes, porém tenho certeza que vocês irão gostar do conteúdo apresentado no documentário. Logo de início, já aviso que vale a pena reservar alguns minutos do seu dia para assisti-lo, além disso, fiz uma listinha de documentários que parecem bacanas e interessantes e que também estão disponíveis na Netflix, então semanalmente tentarei recomendar algo que talvez mude a sua visão sobre determinado assunto. 

Li a recomendação do documentário Living on One Dollar em uma página da internet, e achei que no mínimo seria interessante me aprofundar e me permitir dar uma chance de finalmente assisti-lo. Se traduzirmos livremente o título, ficaria algo como "vivendo com um dólar", e é exatamente essa a intenção do documentário: mostrar como é a realidade de pessoas e famílias que precisam sobreviver com menos de um dólar por dia, pois mais de 1,1 bilhão de pessoas vivem com essa renda. Nessa matéria publicada na Folha de S. Paulo é possível observar as regiões do mundo onde o índice de pobreza continua crescendo. 

Living on One Dollar conta a experiência de quatro universitários que decidem passar 56 dias em uma região pobre da Guatemala, Peña Blanca, vivendo com apenas um dólar por dia e tentando sobreviver em uma realidade totalmente diferente do que eles estão acostumados. Não há uma alimentação tão nutritiva, não existem cuidados básicos em relação à saúde, e a situação de habitação das pessoas que vivem na região é extremamente precária.  

Quando assisti ao documentário, além do choque de realidade, torna-se impossível não comparar a sua vida com a existência frágil daquelas pessoas que precisam diariamente lutar por uma vida melhor, mas que infelizmente as circunstâncias não permitem. Automaticamente nos tornamos mais gratos por tudo o que temos e somos, e principalmente aprendemos a valorizar cada coisa que já adquirimos e não apenas a olhar o que nós ainda não possuímos. 

Enquanto assistia o documentário, algo que realmente me marcou muito foi o quanto as pessoas da comunidade eram unidas e como estavam dispostas a ajudarem aos seus vizinhos sem pensar duas vezes. Apesar de toda a pobreza que precisam enfrentar para sobreviver, não hesitam em estender a mão quando um outro alguém pedisse ajuda. É admirável toda a diferença que se pode fazer se existirem pessoas para te darem apoio no momento certo, e ao mesmo tempo é triste pensar que a realidade atual nos distancia tanto dos outros a ponto de enxergarmos apenas os nossos problemas. 

A realidade de Living on One Dollar não se encontra tão distante do Brasil. Muitas regiões brasileiras vivem uma realidade igual ou parecida, famílias inteiras vivem na esperança de mudarem de vida, de conquistarem o melhor, mas as condições limitadas não permitem. O documentário também ressalta que uma pequena atitude pode fazer a maior diferença na vida de alguém, mesmo se for um gesto pequeno ou uma ação simples, isso pode causar um impacto significativo na vida de outra família.

E aí, ficou curioso? Então corre lá pra assistir e depois vem me falar o que achou. Espero que essa resenha tenha feito você refletir na postura que vem adotando na sua vida, e nas diversas maneiras que existem para começar a valorizar tudo o que você é ou tem. 

Sempre vai ser você

06 fevereiro 2017

Eu ainda sinto o coração bater rápido toda vez em que percebo que seus olhos estão sobre mim, você me observa distraidamente como se passassem milhares de pensamentos na sua mente depois que nota como ainda tenha a mania de ficar tímida. Eu me perco na sua respiração calma quando estamos juntos de uma maneira que faz flutuar até não sentir mais os meus pés grudados no chão, porque você é capaz de me tirar do eixo toda vez em que aparece com um sorriso no rosto, você me faz entrar em uma galáxia só nossa quando me abraça apertado e insiste em não me soltar por um bom tempo, e acabou sendo em um dos seus abraços que encontrei a minha casa, o meu lar, a minha vida. 

Eu sempre tive medo de me envolver, de aparecer na frente das minhas amigas de mãos dadas com outro alguém e colocar nas minhas redes sociais relacionamento sério, porque eu nunca acreditei que essa história de amor fosse verdade, depois de tantos corações partidos e de vê tanta gente quebrando a cara por aí, eu parei de colocar fé em algo que poderia não dar certo, porque é mais seguro ter a imagem de mulher independente, solteira, e que não precisa de compromisso pra ser feliz, e eu realmente estava bem sozinha, não era teatrinho ou encenação, porque a minha companhia bastava, as minhas amizades eram as melhores, e quando batia no coração aquela carência, eu só tinha que escolher qual seria a balada do fim de semana, mas aí você apareceu pra me mostrar um mundo diferente, e pra me fazer sentir todas as coisas das quais eu vivia fugindo, você virou o meu mundo de cabeça pra baixo. 

E não evitar que você invadisse cada canto da minha vida foi a melhor decisão que já tomei, me permiti sentir que você era o cara certo pra mim me fez ter coragem de entrar de cabeça, de mergulhar fundo até saber que a superfície está distante e mesmo assim não ter medo de se afogar, porque desde aquele segundo em que esbarrei meus olhos em você eu tive a certeza de que não queria mais ninguém além de você. Foi então que eu senti a bagunça que você estava fazendo aqui dentro quando todas as borboletas do meu estômago começaram a se agitar como loucas toda vez em que você invadia os meus pensamentos pela manhã ou quando eu estava prestes a dormir, porque de tanto falar que eu não estaria disponível pra amar, o amor me encontrou. 

Eu quis me entregar a você de um jeito que nunca me permiti ser de ninguém. Fui me apaixonando mais e mais toda vez em que ouvia as suas histórias exageradas, e você dava altas risadas quando eu falava dos meus dramas, então eu passei a querer dividir os meus sonhos contigo, a compartilhar a minha vida inteira só pra termos um futuro juntos e poder acordar do seu lado todos os dias te enchendo de beijos bem antes do amanhecer. Quando você apareceu, eu não tive como dizer não, como evitar de sentir o coração acelerado no peito, batendo tão rápido que meu corpo inteiro da cabeça aos pés se arrepiava sempre que você vinha. 

Agora parece impossível acreditar que aquela garota que falava que namorar não é legal e que se apegar é sinônimo de quebrar a cara, finalmente deixou de lado todo o receio pra poder amar alguém de fora, mas aconteceu. E aconteceu de um jeito tão especial que os meus dias estão mais coloridos, e minhas semanas mais ensoladas, e tudo por aqui está diferente, principalmente dentro do peito. Eu posso até não ter certeza se vou conseguir ser promovida no emprego, ou se no próximo semestre vou estar cursando aquele curso na faculdade mais conceituada da região, mas quando se trata de você, eu sou cheia de certezas, porque de todas as minhas opções, tudo o que importa é estar do seu lado e saber que sempre vai ser você. 

Resenha: Como eu era antes de você (filme)

04 fevereiro 2017

Oi galera linda, vamos falar sobre romance? Ah, o amor, palavra tão doce e singela que tem o poder de transformar vidas e destinos. Adoro um romance misturado com drama e quando vem uma pitada de comédia, aí já me ganhou. É disso que se trata "Como eu era antes de você", um filme feito para o telespectador chorar e rir do início ao fim com a história de amor e amizade de Will e Lou, sua cuidadora, e que passa a ser o único motivo dele acordar todas as manhãs.

Tudo começa mostrando a vida de sucesso na qual Will levava, rico e bonito, com uma namorada linda aos seu pés, até que tudo isso se transforma em uma avalanche quando um atropelamento deixa o mocinho da história tetraplégico. Ai você já viu né, entra toda parte do drama, ele fica amargurado, perde os amigos e a namorada e apenas a família se esforça para tirá-lo do estado emocional em que se encontra, e é ai que surgi a Lou, desesperada por um emprego, é convidada a ser a nova cuidadora de Will.


Mas o que ela não sabia é que sua função ia bem além disso, e ela estava ali para tentar tirar da mente de Will o pedido de eutanásia, que é a morte a partir de uma injeção, indolor e que já é aceita na Suíça. E ela se apaixona e tenta de todas as formas possíveis deixá-lo mais vivo e feliz, mas Will quer de volta a vida que tinha antes e sabia que nada no mundo o faria ser aquele jovem promissor de épocas passadas e a partir daí você, caro leitor, já pode esperar o que acaba acontecendo.

Vale muito à pena assistir o filme, ele tem um ótimo enredo, cenário, fotografia e o melhor de tudo música e belas canções que fazem muita diferença nos roteiros de cinema. Um ponto negativo que percebi é que faltou no filme mostrar um pouco mais de afeto entre Will e Lou, por quê pra mim ficou na memória mais as cenas de amizade e amor fraternal do que entre homem e mulher, deixando a desejar um pouco, já que o enredo em si é focado mais no drama de Will e na vida engraçada de Lou (o que me rendeu mais risos do que choros hahaha).

E ai, gente, já viram o filme ? Me contem suas impressões!

Beijos!