Vikings | Série

24 novembro 2016

Se não fosse a indicação de uma blogueira, eu nunca teria começado a assistir Vikings e consequentemente nunca teria me apaixonando por sua história incrível e bem produzida, por isso me comprometo a contar a minha experiência ao assistir as três temporadas da série disponíveis na Netflix. 

A série Vikings conta a história do viking Ragnar Lothbrok e como essa figura tão eletrizante foi capaz de reunir tanta coragem ao tentar conquistar a Inglaterra e algumas outras regiões, como a cidade tão bem protegida, Paris. Acredite em mim quando digo que é impossível desgrudar a atenção da tela enquanto se assiste os seus episódios, principalmente quando ocorrem as batalhas e conflitos que os nórdicos travam com outros reinos a fim de soquearem a região em busca de itens  e objetos preciosos, como ouro e prata. 

Em uma das suas primeiras invasões, Ragner conhece Athelstan, um padre que tem a sua vida poupada pelo lorde, e é nessa escolha que ambos acabam ficando próximos, e toda sua confiança é depositada no padre, que apesar de ter uma cultura própria e acreditar em uma religião diferente dos nórdicos, acaba correspondendo as suas expectativas. Por meio de Athelstan, Ragner adquire um grande conhecimento sobre a Inglaterra e os seus costumes diferenciados, chegando até mesmo a se aprofundar nas questões religiosas dos cristãos. 


A partir desse choque de civilização entre pagãos e os cristãos, Ragner faz o possível para estabelecer paz entre os dois lados, mas é nessa tentativa que reconhecemos que sempre existem alguém com a mente fechada e incapaz de aceitar algo tão diferente logo de cara, e é aí que surge o fanatismo religioso, e o personagem que mais se desenvolveu nesse quesito foi o Floki, o construtor de barcos. Ele sempre odiou Athelstan por ter sido cristão, até mesmo depois que ele renunciou ao seu Deus para abraçar a ideologia nórdica, porém mais tarde o ex-padre assume que ama tanto Jesus Cristo, como Odin, um dos principais deuses nórdicos. 

Ragner sempre foi um dos homens mais corajosos da série. Sua ousadia e inteligência fez com que o seu nome fosse reconhecido por muitos reinos e territórios. Ele nunca temeu uma batalha e nunca abriu mão da sua paixão pelas navegações e o seu gosto por novas aventuras, outra razão por ter sido tão famoso, porém enquanto você constrói o seu reinado, a série mostra que sempre existe alguém tentando tirá-lo de você, por isso Ragnar foi vítima de tantas traições e de muita inveja. 

Mas a cada episódio eu ficava com um pé atrás, com medo da próxima surpresa, porque não dá pra imaginar de quem será o próximo ataque. Nessa época, a confiança era algo que poderia te causar a própria morte se confiasse na pessoa errada, e traição poderia vir de qualquer lugar, até mesmo das pessoas mais próximas de Ragner, e o seu irmão Rollo é exemplo disso, e se você assistir a série, vai entender do que estou falando. 

Uma outra figura que não poderia faltar nesse post é a incrível Lagertha, a mulher que é bem mais macho do que muito homem da série. Não tem como não se apaixonar por essa escudeira, além de ser incrivelmente linda, é uma guerreira que não tem medo da morte e que faz o impossível para proteger seu povo, e apesar de ser ex-esposa de Ragnar, é nítido que ela ainda o ama. Os nórdicos são sempre vistos como um povo violento, mas a fé em seus deuses é tanta que nada é capaz de deixá-los com medo, e como acreditam fielmente em honra, nada melhor do que uma morte honrada para eles, sem contar que a crença dos nórdicos diz que após a morte vão direto para Valhalla se juntar aos deuses e sua família, então está explicado porque não temem a morte. 


Depois de Vikings, comecei a amar séries com cenários medievais, e não vejo a hora de iniciar a primeira temporada de Game of Thrones, e se você diz que não gosta de histórias antigas, se dê uma chance de assistir e depois me conta como foi a experiência, vou adorar saber. A série foi renovada para a 5° temporada, porém na Netflix está disponível até a 3° temporada. 

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