Carta ao meu amor

30 novembro 2016

Hoje eu decidi te escrever uma carta. Sem muitas voltas, sem meias palavras. Escolhi deixar o orgulho de lado e abrir o meu coração para você. Rezo muito para que encontre essa carta no meio dos meus outros textos e entenda que era preciso quebrar esse silêncio.

É muito lindo te ver enfrentando a vida com um sorriso, te ver abraçar todas as chances de recomeçar que ela te deu.  Mas não posso mentir, aqui dentro mesmo existindo felicidade por ver isso, ainda se preserva um pouco de tristeza. Não por inveja ou por querer te ver mal. Só por me questionar de onde vem tanta força e como você consegue esquecer as coisas da noite pro dia e eu não. Mesmo que a gente sempre esquecesse, as palavras, atitudes e promessas. 

Já não deveria me surpreender. Mesmo assim ainda me surpreendo quando te vejo postar inúmeras fotos sorrindo para câmera, para vida, para as pessoas. Me perguntando se tá tudo bem mesmo, se teu coração já sarou como você anda espalhando?! Eu prefiro acreditar que sim e desejo de coração aberto ainda mais sorrisos, abraços e eu te amo. Porque como eu já havia te dito, meu amor quer te ver feliz e satisfeita. Quero te ver mesmo de coração e alma cheia, assim como quando eu te conheci.

Escrevo para te pedir desculpas, mesmo sabendo que palavras não possuem o poder de curar os machucados causados por mim. Mas é que hoje eu não tenho como te provar que eu mudei, que eu posso fazer diferente. Peço perdão por todas as mágoas, por todas as feridas que eu abri em teu peito. Eu amo você, amo muito. E queria que soubesse disso, pelo menos uma última vez. Gostaria de te ver agora, te abraçar, te fazer carinho. Mas eu não posso. Não posso porque decidimos seguir caminhos opostos, e mesmo rezando para esbarrar com você a qualquer hora dessas, sinto que de nada adiantaria.

Eu queria ver o teu sorriso só mais uma vez e saber que não foi um erro ter me apaixonado. Só queria poder te fazer entender que não importa o tempo que passar, o que é teu vai continuar aqui. Não há quem entenda o tamanho do que eu sinto, nem mesmo eu sou capaz de compreender. O tamanho da saudade é imenso, saudade porque bem no meio desse caos algo parece ter valido a pena. Não há o que pague a felicidade que eu sentia ao te ver sorrindo à cada boa ação minha, a cada mão estendida. E eu gostaria muito de reviver esses momentos. Mas eu não posso. Não mais.

Eu queria poder te mostrar que todas as minhas confusões não foram por birra ou imaturidade (ou talvez sim), mas sim porque eu morria de medo de te perder. E olha só aonde fomos parar. De um jeito ou de outro eu te perdi. Te perdi antes mesmo de ter ganhado, te perdi para alguém que de alguma forma teve mais sorte que eu, te perdi para alguém que vai realizar ao teu lado quase todos os planos que eu sonhei para nós. E isso dói tanto, você nem imagina o quanto.

Todos esses meses sem você por perto foram essenciais para me fazer amadurecer, para me ensinar a valorizar cada pequeno bom momento da minha vida. E mesmo sabendo que eu não posso voltar no tempo, eu revivo cada pequeno bom momento que tivemos. Queria que soubesse que não houve um dia sequer em todos esses meses que eu não pensasse em você. E mesmo sabendo que nada do que eu sinto é recíproco, eu precisava te escrever.

Nos encontramos por aí. Eu amo você!

- Victória Dantas
Me acompanha nas redes sociais:

0 comentários:

Postar um comentário