Projeto 7 on 7: Inspiração

18 setembro 2016

Participei do projeto 7 on 7 há alguns meses com outros blogueiras incríveis que acabei conhecendo, bem no comecinho do ano, e foi maravilhoso participar de algo que buscava tanto despertar a criatividade e inspiração, embora eu não tivesse uma câmera legal para tirar as fotos e nem um celular decente para sair por aí fotografando, sem contar com a minha falta de tempo e o estresse da semana por conta da quantidade de tarefas que eu fazia no decorrer de um dia. 

Acabei abrindo mão de continuar, e sabe aquele instante em que bate aquela falta de algo que você fazia com tanto carinho antes? Foi exatamente isso que aconteceu nesse mês, então sugeri nos grupos de blogueiros do Facebook a ideia de criarmos juntos um novo projeto 7 on 7, e como sempre, acabei me surpreendo com a quantidade de blogueiros que queriam fazer parte do projeto. Tanta gente buscando uma oportunidade de mostrar sua própria arte por meio de fotografias, e eu aqui, achando que seria difícil reunir mais seis blogueiras com essa mesma intenção. 

7 on 7 é uma iniciativa para cada blogueira tirar 7 fotos e postar no dia 7 de cada mês de acordo com o tema que cada uma escolheu. Como montei o projeto no começo da segunda semana de setembro, percebi que ficaria extremamente ansiosa para postar as fotos, já que ainda faltava um mês para outubro, então sugeri que fizéssemos o projeto na metade desse mês também só para sentirmos um gostinho de como será no restante do ano. 

E aqui está. Tema: Inspiração. Por que? Porque a vida deve ser intensa demais para se buscar inspiração nas coisas mais simples que existem ao nosso redor. Já pensou em como seria incrível olhar todos os dias para as mesmas coisas que vemos no meio da nossa rotina e tentar observá-las com um olhar mais artístico e inspirador? A gente tem que aprender a viver com o que temos hoje e agradecer por elas, mas não, sempre fazemos o contrário. Nos esquecemos que podemos ser felizes com a simplicidade que a vida oferece.

Reuni algumas fotos que tirei recentemente e que tem um significado importante para mim, seja pela sua beleza ou pelo instante em que veio a ideia de fotografar e eternizar aquele momento para sempre.


Tenho dificuldade em escrever poesias, apesar de todos os meus textos terem um pouquinho da poesia do mundo, mas quando fiquei sabendo pelo Instagram do Rafael Vitti que ele havia lançado seu segundo livro de poesia com a sua namorada, Júlia Oristanio, não pensei duas vezes antes de comprá-lo pela Saraiva. E quando chegou, na última sexta-feira, percebi o quanto admiro as pessoas que conseguem transformar palavras em sentimentos dentro de um livro, de uma página. Um livro feito de sonhos, de corações apaixonados, de olhares silenciosos, de gratidão, de grandeza, de simplicidade, de carinho. Palavras pra esquentar a alma, e umedecer os olhos, pra fazer a cabeça pensar no céu azul, na brisa que limpa e que renova. No ato de recomeçar do fim, depois de um adeus, de um simples cumprimento. Algumas histórias não se transformam em filmes, nem em trilhas sonoras e nem em romances escritos, mas algumas precisam existir só pra marcar a alma, o corpo, o coração, os sentidos, algumas histórias precisam nascer pra mostrar que amar nunca é tarde. 



Acredito que tatuar algo no corpo exige uma grande responsabilidade e sabedoria. Não é um desenho qualquer que você escolhe fazer e no próximo segundo sente o peso do arrependimento sobre os seus ombros. É algo que precisa existir pra vida toda, não só de janeiro até setembro, mas em todos os dias da sua vida, por isso tem que haver uma história, um significado, uma lição. Tem que ser algo que você quer eternizar, algo que não vive sem, algo que já faz parte da personalidade e você só quer deixar as pessoas verem o que é. Essa foi a minha segunda tatuagem, minha segunda certeza na vida. 26 é a quantidade de letras que existem no alfabeto, e você já parou pra pensar no infinito de coisas que é possível criar por meio delas? Essa tatuagem é pelo amor que depositei na escrita, esse mesmo amor que me fez maior e mais forte, que me fez nunca desistir, porque é preciso talento pra contar as próprias histórias como se fossem histórias dos outros, e contar as histórias dos outros como se fossem suas, porém eu acho que escrever é narrar, e narrar é um jeito de amar, um tipo de amor que tenho de maneira incondicional. Esse link você encontra um post completo falando das minhas tatuagens.


Não existe perfeição mais incrível do que ter o próprio cartão de visita do blog. Às vezes, bate aquela vontade sufocante de sair por aí entregando alguns para as primeiras pessoas que passarem por mim, mas aí lembro que sou tímida demais pra tomar uma atitude desse tamanho, e escolho distribuir o meu amor pelo blog com as pessoas mais próximas de mim. Ano que vem não serei tão vergonhosa assim, até porque irei entrar na faculdade de Jornalismo. E talvez em Teatro. A foto do cartão de visita não ficou tão nítida por conta da péssima qualidade da câmera, mas vai por mim, ficaram apaixonantes. O livro é uma trilogia da Lauren Oliver chamado Delírio. É uma história que vale a pena conhecer, não apenas ler, mas sentir a intensidade de cada capítulo como se fosse sua própria vida em jogo, correndo o risco de nunca mais encontrar o verdadeiro sentido da vida, pois é uma história que acontece em uma época onde o amor, o carinho, a tristeza, e qualquer tipo de sentimento é considerado banal e traiçoeiro para a saúde humano. Aí eu coloco a questão, vale a pena amar apesar de todos os riscos que o amor pode trazer?


Se tem uma coisa que agradeço ao acordar é por ter nascido em São Paulo, apesar de todas às vezes em que já desejei ir embora pra qualquer outro lugar e me manter longe de toda essa vida que construí nessa cidade. Me apaixonei por essa cidade como alguém que observa o nascer do sol, sempre com a esperança de recomeçar no dia seguinte. Mas de vez em quando fico com a sensação de que não conheço São Paulo da maneira que gostaria, e que essa cidade é só mais um mistério da minha cabeça que ainda falta desvendar; quero explorar todo esse mundo que existe dentro de milhares de metros quadrados. Ainda vou deixar um pedacinho de mim em cada esquina que andar, em cada sonho que alcançar, em cada alma que tocar por aí.


Graças ao meu irmão, entrei nesse mundo de vídeo game cedo demais, e desde pequena sou apaixonada por esse universo paralelo que os jogos oferecem. São cenários eletrizantes, e personagens que têm suas próprias características, são histórias que transmitem ideias que não conhecemos e que são diferentes do que estamos acostumados a ver em um filme ou ler em um livro. Resident Evil. Tomb Raider. Alguns exemplos de jogos que me tiram o fôlego e ao mesmo tempo quase me matam de susto em algumas cenas inesperadas. Sou tão medrosa que alguns nem tenho coragem de jogar sozinha, porém todos são especiais, pois marcaram minha infância de um jeito que nenhum outro hobby seria capaz, e até hoje esse desejo por conhecer cada vez mais do mundo dos games permanecer, sempre maior.


Se não me engano, tirei essa foto ano passado, porém ela continuou presente até os dias de hoje. Acredito que depois de tanto tempo, é impossível se esquecer do momento exato em que ela foi feita. Em uma noite de Setembro, quando foi comemorado o dia da Secretaria, por isso uma flor, para homenagear as mulheres que trabalham nessa área. E como eu trabalhava como auxiliar administrativa em uma empresa de São Paulo, todas as mulheres nesse dia foram presenteadas com uma rosa. Depois de alguns dias, infelizmente ela murchou e foi preciso jogá-la fora, mas é incrível imaginar que ela nunca foi esquecida por estar sempre presente em uma foto, e por representar uma fase na qual eu não estava muito satisfeita com as minhas escolhas, e até hoje não estou, porém é uma parcela do passado que talvez não deva ser esquecida.



São Paulo se tornou poesia. É lugar para sentir demais, amar demais, e sofrer de menos. É aqui que quero aprender a mergulhar em mares que ainda não descobri, mesmo não sabendo nadar. Me sufocar nas esquinas dessa cidade como se pudesse criar um mundo só nosso. Chorar nos bares da vida pensando nas desilusões que já vivemos até aqui. Imaginar coisas que ainda não aconteceram só para poder planejá-las no próximo sábado de manhã. Mas São Paulo é uma poesia discreta, meio que sem rimas e versos, um livro sem conclusão, onde a epígrafe é você quem escolhe. Eu que decidi fazer dessa cidade um poema, mas só vai ler quem estiver disposto a entender seus mistérios e enigmas, a aprender sua história, a sentir a intensidade que ela mostra. 

Blogs participantes

2 comentários:

  1. Adorei suas fotos! É incrível saber mais sobre o que te inspira, sua escrita é ótima e seu jeito de tirar foto é muito bom <3 Seu cartão do blog é lindo parabéns.
    Beijos, Lari.
    segredosdeumacerejeira.blogspot.com

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    1. Fico feliz que tenha gostado das fotos Lari. Existem tantas outras coisas que me inspiram, porém como são apenas 7 fotos, só que essas são especiais e significam algo muito profundo pra mim, pois são fotos que tirei em momentos inesquecíveis e com aquela sensação de eternizar o momento para sempre. Beijos.

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