Na Natureza Selvagem | Filme

30 setembro 2016
Minha escolha de filme para a última noite foi um pouco inusitada. Escolhi deixar de lado as ficções e fantasias para reviver uma história real, baseada na vida de um jovem que aos 22 anos decide deixar tudo o que construiu para trás, não diz adeus a ninguém de sua família, e após se graduar no curso de Antropologia e História, vai embora na intenção de se aventurar por cada canto desconhecido do mundo com o único objetivo de chegar até ao Alasca e se manter isolado de qualquer tipo de relação humana. 


Christopher McCandless é um americano nascido em uma família totalmente rica, porém isso nunca foi o suficiente para alcançar uma vida feliz e realizada. Sempre faltou algo para deixá-lo totalmente completo, e ele sempre soube que nenhum tipo de luxo e ganância seria capaz de roubar um dos seus maiores sonhos: ser livre das prisões que a sociedade exige que fiquemos presos. Para Chris, a liberdade está no topo de suas maiores aspirações. Sua ideologia o levou a atravessar fronteiras, diversidades culturais, regiões perigosas e fazer amigos à medida em que se aproximava do seu destino final. Alasca.


Não o julgo pelo tipo de pensamento, e muito menos pela impensada atitude de abandonar uma vida e viver uma existência longe de tudo. Quantas vezes já quissemos largar tudo e simplesmente fugir para outra realidade, deixar o passado para trás, no único lugar que ele deveria permanecer? Porém não temos coragem necessária para recomeçarmos do zero, falta fôlego para dizermos adeus mesmo que só em pensamento, alguma coisa sempre nos mantem na linha, presos por muros pesados e impenetráveis. Tente responder a pergunta: onde você está preso agora? Christopher é a representação daqueles que já não aguentam ficar aprisionados por muito tempo. Sua história de vida se tornou um legado, uma lenda para quem a conhece. 


Talvez ele tenha sido egoísta por rejeitar a vida que tinha pela frente, ou pelo sofrimento que causou a sua família com a partida, como muita gente diz ao seu respeito,  porém se a teimosia dele nunca o tivesse levado para o Alasca, sua vida continuaria sendo a mesma. Acredito que algumas histórias são tão incríveis que precisam ser contadas em um livro ou produzidas dentro de um filme, ou inspiram trilhas sonoras como no caso de Into the Wild (título original) com as músicas do vocalista de Pearl Jam, Eddie Vedder, feita exclusivamente para o enredo. Toda a trajetória de vida de Christopher me emocionou do começo ao fim, fui atingida por reflexões tão intensas que me tiraram lágrimas. Captei cada aspecto da memória de Chris como se pudesse absorver um pouquinho da sua coragem, mesmo que para coisas mais inferiores que suas as decisões utópicas. 

Christopher McCandless muda o seu nome para Alexander Supertramp, ou apenas Alex. Sua nova identidade reflete sobre o quanto insisti em deixar cada pedaço da sua antiga vida para trás e ser responsável pelo seu própria destino, para viver longe dos muros de concentro, da cidade de tijolos que sempre o aprisionou. Seu bem-estar se encontra na liberdade da natureza. Alex/Chis ensinou uma das maiores lições podemos aprender: é possível viver como seres humanos, ao invés de apenas máquinas programadas. 


"Se admitirmos que a vida humana pode ser regida pela razão, está destruída a possibilidade da vida."
  
Temos a mania de dizermos sim à hipocrisia do mundo, damos as costas ao que deveria ser realmente cultivado em nossas vidas. Damos prioridade ao dinheiro, a uma vida materializada e sem limites, entregamos a nossa vida a uma droga de status social, porque aprendemos que aquilo que você tem é mais importante do que aquilo que somos. Os valores foram invertidos. E sonhos estão sendo apagados por pessoas que já não sabem o que é sonhar. Se sentir satisfeito consigo mesmo e com todas as escolhas que já fizemos é mais importante do que renunciar uma vida feliz só para termos um pouco mais de dinheiro na conta. Tomando isso como base, Alex doa todo o seu dinheiro, abandona o seu carro, e diz adeus a uma vida criada por mentiras. 


"Acho que você deveria realmente promover uma mudança radica em seus estilo de vida e começar a fazer corajosamente coisas que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse hesitante demais para tentar. Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionado a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro." 

Alex era um jovem com o coração forte e uma alma cheia de sonhos. Apesar do seu triste fim, ele teve uma vida feliz porque foi o responsável pelo seu destino, mesmo que tenha sido livre e solto pela natureza durante 4 meses aproximadamente, encontrou o seu próprio lugar no mundo, mesmo que tenha sido afastado de qualquer sinal de civilização. Nos seus últimos dias de vida, se recordou de tudo o que fez até chega ao lugar que acabou de tornando seu último destino; se lembrou de sua família, das amizades que fez quando foi embora, dos lugares que conheceu à medida em que seguiu seu próprio destino, e rabiscou um breve adeus antes do fim:

"Tive uma vida feliz e agradeço a Deus. Adeus e que Deus abençoe a todos."


Sua solidão era sua maior companharia, porém quando percebeu que não seria capaz de voltar a civilização já que o seu caminho de volta estava inundado por um rio, percebeu que nem mesmo longe se manteve afastado de prisões:  a natureza se tornou literalmente sua prisão. Entrou em desespero por saber que nunca mais reviveria sua família e seus amigos, e isso foi um peso que esmagou toda sua esperança, um peso que dilacerou suas crenças por completo, e próximo aos seus últimos dias, percebeu o quanto sentia falta das relações humanas e que foi totalmente egoísta, e deixa isso claro ao escrever em uma de suas ultimas anotações:

"A felicidade só é real quando compartilhada."

Desistir por completo da sociedade, fugir dos seus vícios e de cada uma das suas loucuras e abandonar qualquer tipo de relacionamento com outras pessoas era também uma loucura de Alex. Seu ato egoísta foi deixar de lado aqueles que mais se importavam com ele, mesmo que fosse de um jeito torto e em meio a tantos erros. Uma pena que tenha faltado coragem para compartilhar com aqueles que o amavam suas descobertas. Portanto o que parece ser seu maior arrependimento se torna a maior lição tirada de sua história. (Frase em Itálico retirado do link). 


Curiosidades de Into the Wild 
  1. Toda a história no filme é baseada em fatos reais que aconteceram com Christopher McCandless em 1992. 
  2. Todo verão, desde que o filme estreou, são encontrados pelo menos meia dúzia de aventureiros perdidos na área de peregrinação onde morreu Christopher. 
  3. Para quem vai assistir o filme ou já o viu, enquanto Christopher esteve no Alasca foi abrigado por um ônibus que o chamou de "mágico", esse mesmo ônibus se encontra no Parque Nacional Denali, no Alasca. 
  4. Sean Penn (diretor) aguardou 10 anos para rodar o filme. Ele queria ter a certeza da aprovação da família McCandless para que o filme fosse realizado.
  5. O ator Emile Hirsch (Christopher) teve que perder 18kg para se tornar McCandless após ficar preso no Alasca.
  6. Foram necessárias 4 viagens ao Alasca, em diferentes épocas do ano, para a gravação de cenas.
  7. Nenhum dublê foi usado nas cenas de Emile Hirsch em Na Natureza Selvagem.
  8. O filme conta com a participação da atriz Kristen Stewart, a mesma da série de filmes Crepúsculo. 

Você me escolheu pelo o que eu sou

29 setembro 2016

Sabe rapaz, são tantos sentimentos que vem, mas parece que nenhum veio para ficar. Sempre me pego mergulhada no vazio, tentando me transbordar de qualquer coisa, mas é sempre desgastante escolher entre tantas incertezas do coração, de um músculo que além de bater, parece me esmagar. 

Tem gente que tem essa mania de tirar tudo o que temos, de nos despir por dentro como se fosse fácil abandonar tudo o que construímos no passado. Você veio exatamente para isso, para tirar todo esse pesar do peito e colocar a leveza de uma alma cheia de sonhos. De manhã quando o sol acorda, sinto o cheiro de calmaria quando os passarinhos cantam, a mesma essência de serenidade presente em suas palavras. 

O mais impressionante dessa história é que você veio para ficar, mesmo quando todos tenham escolhido ir embora sem qualquer arrependimento, você me fez lutar quando já não existiam expectativas para continuar acreditando que no final daria certo. Depois de muito tempo, você me fez ser inteira, porque sua risada de criança solta acrescentou tudo aquilo que um dia foi arrancado de mim. 

Algumas pessoas dizem muito até mesmo no silêncio, e você pareceu gritar tudo o que eu precisava ouvir quando me abraçou pela primeira vez. E sabe rapaz, quando ouvi aquela sua história sobre lutar por todas as coisas que acreditamos, sem desistir, eu soube que seria você. E a partir daí, poderia facilmente te ouvir até o dia clarear, e não me cansar. 

Apesar de todos os meus defeitos, e o meu jeito meio torto, meio descarado de ver o mundo, você me escolheu pelo o que eu sou, pelo que sempre fui, não exigiu mudanças, só me abraçou em meio a tanto caos, me acolheu no meio da sua bagunça, me fez deitar a cabeça no seu colo e sentir todo aquele sentimento de segurança e conforto.

Você me fez não ter medo de acreditar. Sempre tem aquele momento em que surgem raios de sol para atravessar os nossos dias mais nublados, e o seu sorriso de gente que ama foi meu raio de sol, o calor que derreteu todo esse gelo preso ao coração. Me soltei dos medos que me prendiam, pois nesses momentos de insegurança, você foi meu porto-seguro, me agarrou para eu não cair.

Você me ensinou a nunca desistir da vida, não importa o que aconteça.

Ela é ariana sem medo,

27 setembro 2016

Se você acha que consegue domá-la, está muito enganado, porque ela não é esse tipo de garota que segue padrões, que vive tentando não quebrar as regras, ela vai fazer o que for preciso para lidar com os seus problemas, e é só uma questão de tempo para conseguir consertar qualquer bagunça. Se tem alguém que dá o primeiro passo é ela, reconhece os riscos, e mesmo assim vai lá e tenta, sem muita enrolação e nem dar qualquer desculpa esfarrapada. 

Não é qualquer um que consegue lidar com tanta teimosia. Ela vai dizer com toda a certeza do mundo que está certa, e não vai ficar só nas palavras, ela vai fazer o impossível para provar com atitudes também, porque essa força dentro dela a faz superar qualquer limite e ela é dona de um mar de possibilidades. Vai até o fim para provar que você está errado, doa a quem doer. Mas essa teimosia não é em vão, só fica quem é inteiro, nesse coração não entra metades, por isso esse medo de se doar demais para quem é de menos. 

Se você a encontrar por aí vai perceber porque ela é tão inconstante e ao mesmo tempo tão determinada de si mesma. Ela sabe exatamente o que quer. Vai apostar alto porque sabe que não merece qualquer coisa, vai ser intensa porque sabe que a vida precisa ser vivida da melhor maneira possível. Se você acha que ela vai entrar de cabeça em algo sério só para ser recompensada com migalhas, ela dá um jeito de virar o jogo só para mostrar que com ela ninguém brinca. 

Ela não é perfeita, e nem tenta ser. Para ela, ser feliz basta, já é o suficiente, está aí a explicação para sua autenticidade e o porquê dela ser tão única, esse é o combustível que faz muitos homens correrem atrás dela achando que vai ser fácil conquistá-la, mas ela sempre vai ter uma carta na manga só para garantir que o seu coração não é bagunçado a ponto de permitir que qualquer forasteiro entre, e mesmo que leve um tombo feio, ela vai provar que é mais esperta. 

Esse temperamento forte é o que a mantém na defensiva. Sua vida tem tanto sentido porque ela vive cada segundo com tamanha intensidade. Não tem medo de ir atrás dos sonhos que alimentam a alma, e nem se sente insegura com as consequências, porque ela enfrenta o que vier, sem recuar e sem dar um passo para trás. Ahh, esse temperamento forte dela é uma dor de cabeça para quem não está disposto a desarmá-la, atrás dessas paredes existe uma mulher escondendo suas maiores incertezas, mas só um homem de verdade para derrubar esses muros. 

O que define essa personalidade das arianas são os desafios que elas enfrentam, nunca espere que elas abaixem a cabeça diante de um problema, até porque elas não sabem o que significa recuar diante de uma dificuldade, a única coisa da qual elas fogem é da rotina. Cuidado, ela ama e desama com muita facilidade.

10 Links favoritos da semana #2 + dica de livro

25 setembro 2016

Essa semana me propôs uma série de conhecimentos aleatórios, vindo tanto dos canais que acompanho quanto das descobertas que fiz na blogosfera. E por conta das inúmeras tarefas que precisei fazer devido aos estudos para o vestibular, insisti em dizer que este post não sairia a tempo, porém aqui está ele, cheio de novidades imperdíveis, e com inspirações para todos os tipos de personalidades e gostos. Listar apenas 10 links que mais gostei é uma tarefa quase impossível, pois são tantos canais incríveis que existem e tantos outros blogs apaixonantes com conteúdos maravilhosos, que se torna difícil escolher, principalmente quando se há tantos para serem descobertos ainda. 

1. Texto: a mais bela de todas (Nostalgia Cinza)

Laura Brand é autora do blog, e é uma garota cheia de sentimentos para mostrar ao mundo, seus textos são certezas que dizem que escrever já se tornou uma necessidade há muito tempo. Suas crônicas são histórias que dizem muito sobre tudo, e principalmente sobre as pessoas, seus sentimentos, suas escolhas e suas saudades, são reflexões impensadas que vão para o papel, metáforas que se transformam em linhas e entrelinhas com extrema facilidade. A maneira como a Laura escreve é que torna tudo tão profundo, palavras soltas que vão encontrando seu próprio lugar em um texto, como uma garoa que vai encobrindo tudo bem lentamente, devaneios que preenchem a alma como um bom livro deve fazer. Um dos seus escritos mais recentes "a mais bela de todas" me fez imaginar que a vida pode ser tão passageira ao mesmo tempo em que se é possível se prender aos detalhes mais incríveis que ela pode oferecer, que o amor para ser de verdade precisa ultrapassar as barreiras do tempo e da velhice. 

2. Sobre o aumento do suicídio no mundo (Fora da Caixa)

Setembro Amarelo é uma campanha internacional que busca conscientizar as pessoas a respeito do suicídio, onde na maioria dos casos é possível preveni-lo. Fora da Caixa é um canal que debate e traz à tona inúmeros temas atuais para serem comentados de uma maneira simples e dinâmica, e por conta do grande incentivo sobre a importância do diálogo para evitar que a escolha do suicídio seja feito, um dos últimos vídeos do canal retrata algumas razões deixadas de lado na hora de determinar porque alguém escolhe dar fim a própria vida ao invés de buscar ajuda. Um dos motivos mais frequentes são problemas externos que pressionam a pessoa, deixando-a vulnerável para encontrar uma solução, é como se alguém colocasse uma venda em seus olhos para que você nunca ache a saída, alguns exemplos são uma crise financeira, o fim de um relacionamento, ou a perda de um ente querido. Também existem as crises existências que acontecem do lado de dentro da alma, onde ninguém reconhece como um problema, e sim como um estado de frescura, de quem não "faz nada da vida", mas nunca é apenas isso, é um vazio interno, uma buraco no meio do peito, uma sensação de não pertencer a lugar nenhuma, a não fazer parte de nada, e nem ser amado por ninguém, o suicídio é uma consequência de quem não consegue lidar com uma depressão. Não é frescura. Com a ajuda certa, é possível prevenir o suicídio sim, então não julgue o que você não conhece, escolha sempre estender a mão para quem precisa. Sua atitude faz bem para o mundo. 

3. Como começar a gravar vídeos (Niina Secrets)

Nunca fui muito fã do canal da Nina, apesar de admirar o seu trabalho como blogueira e youtuber, porém esse vídeo é extremamente necessário para quem tem o sonho de se tornar youtuber ou tem aquela ideia na cabeça que pretende mostrar ao mundo inteiro; já que o Youtube é uma das redes sociais que mais vêem crescendo na atualidade, e que promete possibilitar o alcance de milhares de usuários, alguns elementos e dicas são importantes na hora de divulgar o seu trabalho, seja ele qual for, como por exemplo a qualidade do vídeo, o local onde será gravado, e com certeza, o conteúdo que será abordado, porém uma dica que sempre será bem vinda e que já se tornou clichê, é falar sobre aquilo que você ama, pois assim todo conteúdo criado será feito com paixão, e você já terá um grande conhecimento no instante em que for gravar. Nesse vídeo, Nina faz um pequeno tutorial dizendo como foi a sua primeira gravação para o canal, os equipamentos utilizados e todo o progresso que conseguiu desde então, além de citar alguns dos melhores aplicativos para edição, e qual a maneira mais apropriada para a divulgação dos vídeos. 

4. A série de cada signo (Mundo Paralelo)

Acabei de conhecer o canal do Klebio Damas, porém já me apaixonei perdidamente pelo humor que seus vídeos oferecem, e colocando um pouco de signos no meio é impossível não chamar minha atenção. Acredito em signos com toda a certeza do mundo - ou quase - pois esse negócio não é brincadeira e nunca foi, existem inúmeros estudos por trás de algo que muita gente define como ilusão e perda de tempo, mas a verdade é que comigo sempre deu certo. Tenho alma de pisciana, e peixes é o signo que tem o seu próprio mundo dentro da cabeça, é aquele que sempre vai ter dois lados, duas personalidades, dois amores, duas seres favoritas e dois livros incríveis, nada vai ser muito exato para os piscianos, e certezas sempre serão variáveis impossíveis, está aí o porque da sua confusão que ninguém entende. Nada melhor do que abordar um tema com tanto bom humor quanto o Mundo Paralelo é capaz de fazer. Já imaginou qual série tem tudo haver com o seu signo? Klebio Damas expõe sua opinião sobre seriados de acordo com as personalidades demonstradas pelos signos. Está preparado para se surpreender e aprender um pouquinho mais sobre o zodíaco? Clica no link e ótimo vídeo, e boas risadas. 

5. São Paulo sobre o meu olhar - Fotografias de SP (Nathalia Forte)

Já imaginou o que São Paulo realmente é? Não me refiro a cidade em si, nem a um monte de concreto construído na forma de prédios, nem viadutos e avenidas que engolem a poeira de carros, de ônibus, e de pessoas que passam tão depressas que se tornam apenas meras peças de um quebra-cabeça, me refiro a essência, ao que existe em São Paulo que torna os seus muros os meus prediletos, e se por um lado, alguns sonhos ficam trancafiados em bairros desconhecidos e pensões abarrotadas de pessoas que nem sabem o que fazem, São Paulo é uma maquina de realização de sonhos, de corridas em busca de propósitos, de almas que só querem se apaixonar pela poesia que transformou essa cidade no que é. Outra vez escrevi em um post "SP se tornou poesia. É lugar para sentir demais, amar demais, e sofrer de menos. É aqui que quero aprender a mergulhar em mares que ainda não descobri, mesmo não sabendo nadar. Me sufocar nas esquinas dessa cidade como se pudesse criar um mundo só nosso. Chorar nos bares da vida pensando nas desilusões que já vivemos até aqui. Imaginar coisas que ainda não aconteceram só para poder planejá-las no próximo sábado de manhã. Mas SP é uma poesia discreta, meio que sem rimas e versos, um livro sem conclusão, onde a epígrafe é você quem escolhe. Eu que decidi fazer dessa cidade um poema, mas só vai ler quem estiver disposto a entender seus mistérios e enigmas, a aprender sua história, a sentir a intensidade que ela mostra." Nathalia Forte já diz o seguinte: "Luta! Viver em São Paulo é enfrentar infinitas desavenças até terminar o dia. É conviver com diferenças. É estar sujeito a manifestações, criações, mutações e inovações com todo fervor. Viver a liberdade de poder ser qualquer um, de qualquer jeito." Seu post foi meticulosamente mergulhado em fotografias incríveis e belas que retratam a rotina de SP, das pessoas que vivem e se consomem dentro dela, onde é uma especie de labirinto onde é possível esbarrar em esquinas e precipícios no próximo passo. É aqui em SP que a gente cria, e renova, e desfaz, e constrói de novo, SP é um vício como o de café, o de droga, o de bebida, mas também é cor, é nuance, é amor, é sexo na sexta a noite. Cidade de incerteza, de dúvida, de paradoxos. Aqui a gente nasce, vive, revive, e renasce. SP é o tipo de música contínua, de dança que tira o fôlego, de sagacidade e malandragem. SP não pará nunca.

6. Blog 1001 pessoas que conheci antes do fim do mundo (por Aline Vieira)

Aline Vieira é admirável pela capacidade em conseguir captar a essência da humanidade por meio de gestos e atitudes simples, e a sua ideia é tão criativa que me faz querer explorar o mundo inteiro, de canto a canto, não os territórios e nem os países e cidades dos continentes que existem, mas sim tudo aquilo que há dentro da gente, na alma de pessoas que vão e vem sem muita expectativa e esperança, me fez querer transformar as histórias mais variadas e aleatórias em crônicas, textos, em amor e sentimento. Se um eu me permitir, vou respirar novas essências de segunda a segunda, até o mundo finalmente acabar, ouvir o que os corações gritam, o que os pensamentos carregam entre uma partida e uma chegada. Mergulhar em sonhos que não são meus, realidades totalmente paralelas as minhas, buscar um sentindo a mais para tudo que cultivo, que amo. Aline Vieira escreve sobre pessoas que conheceu por aí, nas estradas da vida, a caminho de viagens. Não importa quem seja, todo mundo sempre carrega um pedacinho de história que precisa ser ouvida, e nada melhor do que se tornar ouvinte de acontecimentos, de romances, de eventualidades, de acasos da vida. Juro solenemente ser mais social e comunicativa nos próximos anos, tarefa difícil e que raramente escapa do papel ou da tela do computador, porém a vida é um acúmulo de riscos que precisam ser enfrentados. 

7. Playlist - Sensações (Totalmente Jovem

A melhor coisa que existe é colocar o fone de ouvido e se deixar mergulhar em sensações novas. Sempre vai existir aquela playlist feita para aqueles momentos em que você está triste, ou aqueles instantes em que a felicidade escapa da alma; uma música calma e suave para esfriar a mente e acabar com aquela dorzinha de cabeça que sempre vem após um dia agitado, ou aquela música que te faz querer dançar mesmo não sabendo nenhuma coreografia, porque o importante mesmo é senti-la percorrendo todo o corpo, mesmo que seja em um ritmo desconhecido e só seu. Sentir é abrir o coração para tudo o que a vida pode oferecer, é permitir se olhar no espelho e sorrir por conta daquela emoção que bate no peito, aquela pontinha de saudade que não desgruda. Sentir é pensar enquanto se está na janela do ônibus. É se recordar de tudo o que você aprontou enquanto toma mais um dos seus banhos demorados. É tomar sorvete e se lembrar de como é nos dias frios. Edson Lopes reúne nessa playlist um pouco do seu gosto, seleciona ritmos diferentes, e letras alternativas, e melodias que tocam a alma como uma fórmula mística, pois é exatamente o que uma boa playlist deve proporcionar aos ouvintes. 

8. Resenha: Batom Lip Matte Nude - Marca Latika (Faltou Açúcar

Dificilmente acompanho indicações de produtos ou marcas na blogosfera, apesar de existirem diversos blogs que fazem ótimas resenhas, principalmente de maquiagens, batons e roupas, aí semana passada enquanto acompanhava o blog da Carla me apaixonei pela sugestão do batom da marca Latika, e quando falo que realmente vale a pena acompanhar a resenha dela, é porque tenho certeza que você também irá se apaixonar pelo produto. É ótima sugestão para presente, seja para a mãe, namorada ou irmã, ou simplesmente comprar para usar naquela festa, sem contar a embalagem do produto que é um charme e já conquista o olhar de quem a vê, e essa cor, Nude, é um dos meus tons preferidos para batom, delicado e simples, sem perder a beleza, e o preço não é tão caro, cabe perfeitamente no orçamento. Por sorte, a loja fica em São Paulo, e no bairro da Liberdade, não muito próximo de onde moro, porém pelo menos é acessível. Corre lá no blog da Carla para ver as fotos, você vai amar.

8. Como deixar o seu texto mais atraente (Eu Amo Escrever)

Escrever é algo que todo ser humano estará sujeito em algum momento específico da vida, seja para uma redação de vestibular, ou para expor seus sentimentos por meio de uma mensagem, porém a verdade é que muitas pessoas não estão preparadas para escreverem nem se quer uma linha, imagina vários parágrafos de uma só vez, por isso a nossa escrita precisa ser desenvolvida cada vez mais, e como a nossa língua é formada por uma infinidade de palavras, não é preciso conhecer todas, porém é necessário saber as regras mais básicas para uma escrita correta. Eu Amo Escrever é um blog em formato de Tumblr, lá é postado matérias que auxiliam na compressão dessas regras e mostram a melhor maneira de aperfeiçoar redações, escritos e histórias, e muitas das coisas que são usadas na edição dos textos que são postados aqui no blog foram aprendidos com a leitura diária dos materiais e das dicas semanais, além de debates gerais sobre música, literatura e filmes que são abordados, sem contar com as ideias criativas para buscar inspiração quando ocorrem aqueles temidos bloqueios mentais. Aprender nunca é tarde ou demais, sempre vai ter espaço pra algo novo.

9. Viagem em direção às emoções profundas (La Parola)

Quantas vezes você já se permitiu sentir hoje? Ou quantas vezes você se abriu para todas as emoções que queriam habitar sua alma nos últimos meses? Será que você fugiu de todas essas vezes, ou simplesmente ignorou por conta da frieza que já existe em você? Olha, sei que alguém deve ter quebrado o seu coração em pedacinhos ainda melhores desde a última vez em que ele foi partido, e que você se fechou para o mundo por conta do medo, da insegurança, da mania de achar que todo mundo é igual, mas isso só piora sua situação, você não pode bloquear as emoções achando que vai se manter protegido, porque na verdade isso vai te destruir, bem lentamente, mas vai. Somos seres humanos feitos para sentir, e para amar, do nosso jeito torto mesmo, da maneira mais desajeitada que conseguirmos. São esses detalhes no simples ato de sentir que dizem muito sobre a nossa humanidade, o nosso caráter, a nossa capacidade de ter empatia. No começo desse texto perguntei quantas vezes você se permitiu sentir, porém vou deixar bem claro que não me refiro ao final da sua série favorita, nem aquela felicidade que faz as borboletas do estômago se agitarem ao estar com o amor da sua vida, nem ao fato de ter conseguido aquela promoção no emprego, me refiro a você, ao que existe aí dentro do peito que te faz se sentir satisfeito com a vida que você tem agora, mesmo que não tenha conseguido alcançar aquela meta diária, ou tenha parado de ir pra academia na semana passada, e nem tenha mais tempo de ir ao cinema nas sextas-feiras, isso é relativo, é algo de fora, mas e aí dentro, como está a bagunça? La Parola é um site que reúne escritores, cronistas, apaixonados por cinema e por uma boa música, um espaço onde é impossível não se sentir inspirado, e o que mais se destaca é a variedade de temas que são abordados semanalmente, com um toque de cultura em cada postagem. Selecionei um texto do autor Ramon S. Nunes que expõe um pouco do universo dos sentimentos, e como a vida passa e às vezes não estamos sentindo o suficiente, ou nem se quer permitimos sentir algo que venha de dentro.

10. Você precisa mesmo? Sobre dinheiro e finanças (Vinte e tantos)

Nós aprendemos de acordo com a ideologia de um mundo capitalista, que é preciso gastar, e consumir, e pagar contas e boletos, não necessariamente nessa ordem, porém somos vítimas de um capitalismo que forma mentes despreocupadas com o dia do amanhã, que não se importam com o que compram, porque no fundo o que realmente vale é ter aquele status de "comprador". Criamos dívidas e no final nos arrependemos, compramos besteiras como se um dia fôssemos precisar daquela roupa, daquele produto, mais um pouquinho de tempo passa desde então e caímos finalmente na real, e se esse dinheiro tivesse sido investido em algo que trouxesse um retorno? E se a compulsão em querer comprar aquela blusinha que estava em promoção tivesse sido controlada na hora, onde estaria seu dinheiro agora? Isabella Barbosa é uma blogueira que expõe em suas postagens um pouquinho de tudo que acredita, principalmente se for para falar do seu amor pela profissão que escolheu, logo jornalismo, uma ciência para os apaixonados pela arte de aprender e em compartilhar as coisas mais incríveis do mundo da maneira que vêem.

Livro: Amor Roxo


Rafael é um eterno artista, apaixonado pela arte de uma maneira profunda demais para ser compreendido por qualquer pessoa, porque para entrar nesse mar de criatividade e inspiração é preciso abrir o coração e destrancar as janelas da alma, só assim para fazer parte desse novo mundo que ele proporciona com o lançamento do seu segundo livro, a única diferença é que dessa vez ele não está sozinho, sua namorada, Júlia Oristanio, também atriz, fez parte de cada página desse segundo lançamento. Conheci o pai do Rafa, João Vitti, em uma evento cultural que ocorreu no prédio da BSGI, organização voltada para o desenvolvimento humano com a intenção de construir uma sociedade repleta de cultura e educação, e desde então, admiro o Rafa, sou totalmente apaixonada pelo seu trabalho como escritor, poeta, ator, e artista.


Sua mais nova obra reúne poemas mergulhados em sentimento puro e em nostalgias que duram a madrugada toda até o amanhecer, é aquele livro que existe para te deixar mais leve, para te incentivar a escrever uma nova história que envolva pensamentos, viagens, e corações, são aquelas palavras que fazem a alma querer colocar pra fora tudo o que estava preso, e lê-lo é só mais um maneira de se encontrar por aí, onde você menos imaginou. Posso escrever linhas e mais entrelinhas de textos, posso me derramar um pouquinho sobre contos e histórias, mas nunca consegui escrever algo do gênero, apesar de sempre existir um toque de poesia em tudo que escrevo, inacreditável, né? Por isso admiro essas pessoas que são capazes de transformar palavras em sentimentos dentro de um livro, de uma página, de um rascunho de vida.

Amor Roxo é feito de sonhos, de corações apaixonados, de olhares silenciosos, de gratidão, de simplicidade, de abraços inesperados. Palavras feitas para esquentar a alma, umedecer os olhos, para fazer a mente pensar na imensidão de alguns sentimentos, na brisa que limpa e renova, no ato de recomeçar quando não houver mais equilíbrio, na sensação de dizer a primeira nota de amor depois de um adeus, de um simples beijo. Alguns amores não se tornaram filmes, e nem inspiraram o mundo todo através do cinema, não ganharam destaque em todas as redes sociais, e nem se tornaram inspiração para trilhas sonoras, poque algumas histórias precisam existir para mostrar que amar nunca é tarde, precisam nascer para revelar que vale a pena deixar o outro marcar o corpo, a alma e o coração. E a de vocês é uma delas. E agora eu sinto uma felicidade profunda em saber que li e reli um grande amor roxo. 



1. O garoto que parecia meu ex-colega do ensino médio

23 setembro 2016
Conheci recentemente o blog 1001 pessoas que conheci antes do fim do mundo e de uma maneira estranha percebi o quanto sempre deixei que as pessoas fugissem de mim ou nunca permiti que conhecessem todos os lados meus que escondo na correria do dia a dia, e isso me machuca e me fere profundamente, seja por causa da timidez, vergonha ou insegurança, não posso deixar que o adeus seja dito e nem ser a primeira a dizê-lo, por isso comecei o projeto 1001 pessoas aqui também, talvez assim eu consiga deixar marcado a essência de cada uma dessas almas que já passaram por mim e não fizeram morada, deixá-las registradas aqui dentro também.


Meus pensamentos estavam cheios de problemas, por isso uma pontada de dor persistiu mais do que o normal, era sexta-feira, lugar cheio, vozes que não se calavam, pessoas que não paravam quietas em nenhum segundo, e eu ali no meio delas, achando que minha vida não poderia piorar, porém no fundo, meu instinto dizia que já havia começado a piorar há muito tempo. 

Era a gravação de um dos programas mais assistidos do SBT, e a emissora fazia questão de tornar aquelas horas as mais agradáveis possíveis, tanto para os expectadores que se voluntariaram para fazer parte da plateia, quanto para a grande quantidade de funcionários que levavam tão a sério o trabalho que mal se distraiam, nenhum descuido era o suficiente para desviar suas atenções.  

Não era a melhor hora de se manter presa a semana estressante e muito menos a ideia de que ela havia passado tão demoradamente que nos meus cálculos já deveríamos estar no final de dezembro, dando boas vindas ao tão aguardado 2017, mas tenho que admitir que me concentrar nos temas do programa foi o maior obstáculo, e não pense que foi porque eram chatos ou monótonos. Minha cabeça estava a mil por hora, como se mesmo parada eu estivesse correndo uma maratona. 

Nunca me dei muito bem com câmeras, a droga da timidez sempre ditou as regras. Eventos sociais exigem um olhar entusiasmo e um sorriso de canto a canto como se fosse uma obrigação oferecer a minha melhor perspectiva de garota sociável, porque realmente era um dever parecer feliz. Naquele momento meu objetivo era colocar uma máscara social e fingir que os problemas ficaram do lado de fora do estúdio, sem me esquecer de sorrir com a mesma frequência irritante em que tentava me adaptar a quantidade de câmeras que existiam ali, perto da apresentadora, Cristina Rocha, da entrada principal, atrás do palco, e principalmente no teto. 

Mas olha que engraçado, entre tantas pessoas que se vestiam de um jeito tão agradável e atraente, fiz o possível para continuar admirando a destreza com que os profissionais manejavam as câmeras e os equipamentos, sou extremamente desastrada até mesmo com as coisas mais simples. Grande parte era homem, mas não havia ninguém sem o símbolo do SBT na parte de trás da camiseta, e logo essa fixação por todos os responsáveis nos bastidores me levou a encarar por tempo indeterminado, o cara mais lindo naquele lugar, posso até estar exagerando, porém ele era dono de um toque natural de charme e simpatia, e isso era o suficiente para deixá-lo atraente. 

Não sei se devo chamar de sorte ou azar, e nem mesmo se é legal apelidar essa desconhecida coincidência, mas esse cara era uma cópia fiel de um ex-colega do último ano do ensino médio, concluído ano passado. A semelhança demorou um pouquinho para ser percebida, primeiro me questionei inúmeras vezes quem era aquela figura, e porque aquele jeito descontraído de andar era tão familiar, as roupas largas pareciam ser facilmente reconhecidas, e o cabelo, ahh, esse não negava. Negro como tinta, bagunçado de um jeito único, uma especia de confusão que só ele entendia. 

Ele usava aparelho também, como esse meu ex-colega, e digo ex-colega porque no meio das pessoas que frequentam o mesmo lugar que a gente existem aqueles que não se tornam amigos próximos e nem criam nenhum laço mais forte de amizade do que só aquele "Oi, tudo bem?" de cumprimento. 2015 terminou e nunca mais soube dele, apesar de gente de boa, ouvia certos boatos de que ele fumava maconha, e como ele dormia em todas as aulas e normalmente apresentava aquele aspecto de vermelhidão nos olhos, resolvi não colocar minhas mãos no fogo por ele. 

Acabou. Nunca mais o verei no estúdio, a não ser que bata novamente aquela vontade de voltar ao SBT [...] quem sabe futuramente em busca de uma vaga de estágio pela faculdade de Jornalismo, pensei nessa possibilidade umas quinhentas vezes hoje, mas o impossível só existe de acordo com fé de cada um, e desde então, estou acreditando que tudo pode acontecer. 

Não tenho a menor ideia do que estou fazendo com a minha vida

21 setembro 2016

Eu sempre falo pros meus amigos seguirem os seus sonhos, nunca desistirem, não importa o que aconteça, nunca abrirem mão do que eles realmente querem para o futuro, mas a gente sabe que não é todo mundo que pode largar tudo e viver um sonho, e colocar esperança naquela ideia dentro da cabeça, porque às vezes a realidade tira a beleza do que sonhamos para o futuro, mas uma coisa eu digo, você tem que transformar os seus sonhos em pequenas metas, objetivos diários, subir degrau por degrau, muita gente alcança o que deseja através disso. 

Mas a maior dificuldade mesmo é aplicar isso na minha vida, porque eu não faço a menor ideia do que é ter um sonho preso no meio do peito, não sei o que merece ou não o meu tempo e nem sei o que preciso fazer pra chegar lá; eu posso até caminhar, mas durante o caminho todo eu vou me sentir perdida. 

Sabe aquelas pessoas que tem uma ótima vida e que tem todo o potencial do mundo pra conseguirem, e no final acabam não fazendo absolutamente nada pra chegarem lá? Essa sou eu, mergulhada em um mar de possibilidades, de incertezas, de chove e não molha, uma garoa fraca e indefesa, um tempo nublado. Parece que eu tô no meio de um monte de coisa e um monte de gente, e um monte de confusão que não dá pra controlar. Não tá acontecendo nada na minha vida agora. Nada. Não sei se é porque estou sem um trabalho, sem um curso ou sem uma faculdade, mas é como se não desse pra fazer nada quanto a isso. Não sei é mal de pisciano, pensar muito e fazer pouco. Vejo umas pessoas de 40 anos por aí que já descobriram o seu sonho e agora estão dando a cara à tapa por isso, e me sinto mal por estar acomodada com um pote de pipoca no sofá enquanto minha série favorita lança a segunda temporada. 

Gente como nós tem por natureza a ideia de querer tudo, e melhor ainda se for pra ontem. Somos apressados, sem muito paciência, entediados quando não temos nada pra fazer e reclamamos quando existem inúmeras tarefas que precisam ser feitas. 24 horas é pouco pra alguém como eu, porque sempre aparece aquele pensamento dizendo pra ir à academia, escrever o primeiro capítulo do livro, cuidar do blog, ir pro trabalho, depois faculdade, fazer projetos, fotografar, ler, ouvir música e assistir séries na Netflix, fazer teatro e ainda desejar ter uma vida social e responder todas os e-mails. Mas no fundo a gente precisa saber que é impossível abraçar o mundo com dois braços, e o tempo todo é o que venho tentando fazer. 

Normal pra mim é quando bate aquela vontade de ficar deitada o dia todo só escutando música, me afundando em pensamentos que não se tornarão reais sozinhos, quando bate aquela angústia, aquele medo, quando bate aquela sensação de vazio, de só querer um abraço, quando bate aquela saudade de uma infância que não volta. É normal sentir que o tempo todo você é indefeso e que está perdido, porque acredito que eu não tô sozinha nessa, talvez você seja um dos meus, um daqueles que se vê soterrado no caos, aquele que é naturalmente perdido. Não importa, a gente tá no mesmo barco agora, navegando por águas desconhecidas até a gente descobrir o que fazer da nossa vida, qual é aquele sonho que permanece adormecido. 

Conheço tanta gente que sabe o que quer da vida, que tem as suas certezas gravadas no peito, que tem metas e objetivos traçados pelo restante da vida, que sabe o que fazer, mas não faz, que está estacionado, parado, imóvel, sem muita motivação pra continuar, e a gente aqui, sem a menor ideia do que fazer com a vida, mas sabe que deve continuar, que parar não é uma opção e nunca foi. Uma vez li por aí que podemos ter o que quisermos, menos tudo. Por isso não é fácil. Todo santo dia eu penso em desistir, além disso, já pensei nisso umas 5 vezes escrevendo esse texto porque acho que ninguém vai se importar com essas palavras, mas eu não estou sozinha, porque se for pra continuar remando pra alguma lugar, iremos remar juntos. 

Eu me apaixonei por um personagem

19 setembro 2016

Nem sei mais o que vi em você. Não faço ideia de como pude deixar tantos sonhos de lado só pra me manter presa aos seus passos, aos seus desejos, só pela ideia de nunca te perder. Esqueci de mim tantas vezes, que agora parece inacreditável descrevê-las, mas me lembro de como preferi permanecer com minhas vontades presas na garganta e os sonhos trancafiados em um esconderijo secreto dentro da alma, como se nada além de você importasse. As palavras nunca ditas e as atitudes nunca demonstradas me sufocaram bem lentamente. 

Achei que você fosse especial e único, e que estar ao seu lado era tudo o que poderia me satisfazer, tudo o que bastava pra mim, mas o amor não é isso, não é obrigar a outra pessoa a largar tudo só pra manter suas vontades e anseios vivos. O que você fez tá mais pra egoismo do que sentimento verdadeiro. Esse medo de te perder pra outra pessoa só aumentava, por isso precisei me sacrificar tantas vezes pra acompanhar o ritmo dos seus passos, mesmo que o meu caminho fosse outro, e mesmo assim, depois de tanto abrir mão do que eu realmente queria, ainda me pergunto o que existia em você que me fez acreditar que valia a pena perder tanto de mim. 

Você não merecia nem metade das coisas que fiz, mas eu não tomei consciência disso enquanto ainda estávamos juntos. Eu só queria que tudo fosse perfeito, mas perfeição só existe dentro de filmes ou de histórias românticas com finais felizes, ao contrário da nossa, que terminou do jeito mais errado que algo poderia chegar ao fim. Cada um pro seu canto, um adeus sem muita enrolação, sem muita delonga. Você era tão minusculo que precisei me espremer de uma maneira tão insana só pra conseguir entrar aí dentro, e isso acabou me fazendo acreditar que eu era tão pequena quanto você. Tudo ficou ainda mais complicado quando você cresceu, e eu continuei achando que uma parte de mim estava diminuindo ainda mais ao ponto de me senti ainda menor, quase deixando de existir. 

Não sei se é verdade, mas o amor deixa as pessoas cegas, ou faz com que a gente veja o que queremos enxergar, mas nunca o que realmente está a nossa frente. Me virei do avesso tantas vezes por você que já estava ficando frágil demais pra superar a sensação de que você não era e nunca foi tão incrível assim, e depois de um tempo, já não importava se você sabia cozinhar bem ou entendia os cálculos de física do seu curso de engenharia, eu deixei que uma parte de mim se perdesse por aí na tentativa de te fazer ficar, achando que lutar por você era saudável, mas que na verdade te soltar era a coisa mais racional que eu poderia fazer. Até o dia em que o adeus finalmente saiu engasgado da minha garganta, aos trancos, e minhas pernas tremeram de medo, porque a dor parecia imensa demais pra superar, mas eu consegui observar a nossa história de uma perspectiva diferente, e então aquela garota de antes se fez forte só pra entender que aquele garoto no qual se apaixonou nunca foi um príncipe encantado, que foi só um fantasma que nunca existiu de verdade, um alguém que nunca disse quem realmente era. 

Eu criei um personagem na minha cabeça, alguém que havia acabado de sair dos meus sonhos e se transformado no protagonista da história que eu queria construir. Sabe essas histórias que a gente cresce ouvindo sobre casais apaixonados que se beijam na chuva e se amam pra sempre? Eu queria fazer o mesmo com a nossa história, queria poder transformar os nossos dias juntos em capítulos que tirassem lágrimas das pessoas que lessem, mas você você só foi o antagonista, o vilão, o bandido. Você não foi o herói, na verdade você nunca foi o cara que minha mente criou, porque ele não existiu.

ESSE TEXTO FAZ PARTE DA BLOGAGEM COLETIVA QUE ESTÁ SENDO FEITA 

Projeto 7 on 7: Inspiração

18 setembro 2016

Participei do projeto 7 on 7 há alguns meses com outros blogueiras incríveis que acabei conhecendo, bem no comecinho do ano, e foi maravilhoso participar de algo que buscava tanto despertar a criatividade e inspiração, embora eu não tivesse uma câmera legal para tirar as fotos e nem um celular decente para sair por aí fotografando, sem contar com a minha falta de tempo e o estresse da semana por conta da quantidade de tarefas que eu fazia no decorrer de um dia. 

Acabei abrindo mão de continuar, e sabe aquele instante em que bate aquela falta de algo que você fazia com tanto carinho antes? Foi exatamente isso que aconteceu nesse mês, então sugeri nos grupos de blogueiros do Facebook a ideia de criarmos juntos um novo projeto 7 on 7, e como sempre, acabei me surpreendo com a quantidade de blogueiros que queriam fazer parte do projeto. Tanta gente buscando uma oportunidade de mostrar sua própria arte por meio de fotografias, e eu aqui, achando que seria difícil reunir mais seis blogueiras com essa mesma intenção. 

7 on 7 é uma iniciativa para cada blogueira tirar 7 fotos e postar no dia 7 de cada mês de acordo com o tema que cada uma escolheu. Como montei o projeto no começo da segunda semana de setembro, percebi que ficaria extremamente ansiosa para postar as fotos, já que ainda faltava um mês para outubro, então sugeri que fizéssemos o projeto na metade desse mês também só para sentirmos um gostinho de como será no restante do ano. 

E aqui está. Tema: Inspiração. Por que? Porque a vida deve ser intensa demais para se buscar inspiração nas coisas mais simples que existem ao nosso redor. Já pensou em como seria incrível olhar todos os dias para as mesmas coisas que vemos no meio da nossa rotina e tentar observá-las com um olhar mais artístico e inspirador? A gente tem que aprender a viver com o que temos hoje e agradecer por elas, mas não, sempre fazemos o contrário. Nos esquecemos que podemos ser felizes com a simplicidade que a vida oferece.

Reuni algumas fotos que tirei recentemente e que tem um significado importante para mim, seja pela sua beleza ou pelo instante em que veio a ideia de fotografar e eternizar aquele momento para sempre.


Tenho dificuldade em escrever poesias, apesar de todos os meus textos terem um pouquinho da poesia do mundo, mas quando fiquei sabendo pelo Instagram do Rafael Vitti que ele havia lançado seu segundo livro de poesia com a sua namorada, Júlia Oristanio, não pensei duas vezes antes de comprá-lo pela Saraiva. E quando chegou, na última sexta-feira, percebi o quanto admiro as pessoas que conseguem transformar palavras em sentimentos dentro de um livro, de uma página. Um livro feito de sonhos, de corações apaixonados, de olhares silenciosos, de gratidão, de grandeza, de simplicidade, de carinho. Palavras pra esquentar a alma, e umedecer os olhos, pra fazer a cabeça pensar no céu azul, na brisa que limpa e que renova. No ato de recomeçar do fim, depois de um adeus, de um simples cumprimento. Algumas histórias não se transformam em filmes, nem em trilhas sonoras e nem em romances escritos, mas algumas precisam existir só pra marcar a alma, o corpo, o coração, os sentidos, algumas histórias precisam nascer pra mostrar que amar nunca é tarde. 



Acredito que tatuar algo no corpo exige uma grande responsabilidade e sabedoria. Não é um desenho qualquer que você escolhe fazer e no próximo segundo sente o peso do arrependimento sobre os seus ombros. É algo que precisa existir pra vida toda, não só de janeiro até setembro, mas em todos os dias da sua vida, por isso tem que haver uma história, um significado, uma lição. Tem que ser algo que você quer eternizar, algo que não vive sem, algo que já faz parte da personalidade e você só quer deixar as pessoas verem o que é. Essa foi a minha segunda tatuagem, minha segunda certeza na vida. 26 é a quantidade de letras que existem no alfabeto, e você já parou pra pensar no infinito de coisas que é possível criar por meio delas? Essa tatuagem é pelo amor que depositei na escrita, esse mesmo amor que me fez maior e mais forte, que me fez nunca desistir, porque é preciso talento pra contar as próprias histórias como se fossem histórias dos outros, e contar as histórias dos outros como se fossem suas, porém eu acho que escrever é narrar, e narrar é um jeito de amar, um tipo de amor que tenho de maneira incondicional. Esse link você encontra um post completo falando das minhas tatuagens.


Não existe perfeição mais incrível do que ter o próprio cartão de visita do blog. Às vezes, bate aquela vontade sufocante de sair por aí entregando alguns para as primeiras pessoas que passarem por mim, mas aí lembro que sou tímida demais pra tomar uma atitude desse tamanho, e escolho distribuir o meu amor pelo blog com as pessoas mais próximas de mim. Ano que vem não serei tão vergonhosa assim, até porque irei entrar na faculdade de Jornalismo. E talvez em Teatro. A foto do cartão de visita não ficou tão nítida por conta da péssima qualidade da câmera, mas vai por mim, ficaram apaixonantes. O livro é uma trilogia da Lauren Oliver chamado Delírio. É uma história que vale a pena conhecer, não apenas ler, mas sentir a intensidade de cada capítulo como se fosse sua própria vida em jogo, correndo o risco de nunca mais encontrar o verdadeiro sentido da vida, pois é uma história que acontece em uma época onde o amor, o carinho, a tristeza, e qualquer tipo de sentimento é considerado banal e traiçoeiro para a saúde humano. Aí eu coloco a questão, vale a pena amar apesar de todos os riscos que o amor pode trazer?


Se tem uma coisa que agradeço ao acordar é por ter nascido em São Paulo, apesar de todas às vezes em que já desejei ir embora pra qualquer outro lugar e me manter longe de toda essa vida que construí nessa cidade. Me apaixonei por essa cidade como alguém que observa o nascer do sol, sempre com a esperança de recomeçar no dia seguinte. Mas de vez em quando fico com a sensação de que não conheço São Paulo da maneira que gostaria, e que essa cidade é só mais um mistério da minha cabeça que ainda falta desvendar; quero explorar todo esse mundo que existe dentro de milhares de metros quadrados. Ainda vou deixar um pedacinho de mim em cada esquina que andar, em cada sonho que alcançar, em cada alma que tocar por aí.


Graças ao meu irmão, entrei nesse mundo de vídeo game cedo demais, e desde pequena sou apaixonada por esse universo paralelo que os jogos oferecem. São cenários eletrizantes, e personagens que têm suas próprias características, são histórias que transmitem ideias que não conhecemos e que são diferentes do que estamos acostumados a ver em um filme ou ler em um livro. Resident Evil. Tomb Raider. Alguns exemplos de jogos que me tiram o fôlego e ao mesmo tempo quase me matam de susto em algumas cenas inesperadas. Sou tão medrosa que alguns nem tenho coragem de jogar sozinha, porém todos são especiais, pois marcaram minha infância de um jeito que nenhum outro hobby seria capaz, e até hoje esse desejo por conhecer cada vez mais do mundo dos games permanecer, sempre maior.


Se não me engano, tirei essa foto ano passado, porém ela continuou presente até os dias de hoje. Acredito que depois de tanto tempo, é impossível se esquecer do momento exato em que ela foi feita. Em uma noite de Setembro, quando foi comemorado o dia da Secretaria, por isso uma flor, para homenagear as mulheres que trabalham nessa área. E como eu trabalhava como auxiliar administrativa em uma empresa de São Paulo, todas as mulheres nesse dia foram presenteadas com uma rosa. Depois de alguns dias, infelizmente ela murchou e foi preciso jogá-la fora, mas é incrível imaginar que ela nunca foi esquecida por estar sempre presente em uma foto, e por representar uma fase na qual eu não estava muito satisfeita com as minhas escolhas, e até hoje não estou, porém é uma parcela do passado que talvez não deva ser esquecida.



São Paulo se tornou poesia. É lugar para sentir demais, amar demais, e sofrer de menos. É aqui que quero aprender a mergulhar em mares que ainda não descobri, mesmo não sabendo nadar. Me sufocar nas esquinas dessa cidade como se pudesse criar um mundo só nosso. Chorar nos bares da vida pensando nas desilusões que já vivemos até aqui. Imaginar coisas que ainda não aconteceram só para poder planejá-las no próximo sábado de manhã. Mas São Paulo é uma poesia discreta, meio que sem rimas e versos, um livro sem conclusão, onde a epígrafe é você quem escolhe. Eu que decidi fazer dessa cidade um poema, mas só vai ler quem estiver disposto a entender seus mistérios e enigmas, a aprender sua história, a sentir a intensidade que ela mostra. 

Blogs participantes

E hoje você me faz tanta falta

15 setembro 2016

Depois de tanto tempo, eu finalmente pensei em nós, e olha que pela primeira vez me peguei rindo de tudo que fizemos juntos, mesmo que tenha sido durante um tempo curto, que na verdade nem chegou a ser um mês completo, né? Hoje você apareceu de repente, como uma lembrança adormecida que acaba de despertar. Trouxe um pedacinho de dor, como essas que não machucam, mas que também não são tão inofensíveis assim. 

Esse texto não é uma carta de amor, não é uma declaração de quem ama mais do que pode suportar, e nem as últimas palavras antes de um adeus, esse texto é um pedido de desculpa. 

Já me convenci de que você não vai desfazer as suas malas enquanto estiver vivendo essa nova história que o destino te obrigou a fazer parte. Não é como a gente quer. As coisas não se desfazem com palavras mágicas de uma hora pra outra, e nem mesmo quando planejamos consertar o que já estava quebrado no passado dá certo. Esse amor que você disse que havia começado a sentir já veio quebrado por minha causa. Eu já era um problema mesmo antes de ficarmos juntos. 

Sim, eu deveria ter tentado mais vezes, ter falado sim quando cada célula do corpo queria dizer não. Deixei transparecer o limite da minha impaciência, mas a culpa nunca foi sua. Quero deixar bem claro que seu jeito carinhoso nunca foi motivo pra eu ter desistido. Abrir mão de tantos sentimentos sempre foi escolhida minha. Não posso dizer que me arrependo de ter quebrado cada uma das suas expectativas, pedaço por pedaço, como se fosse fácil ser tão egoísta ao ponto de não me importar, mas a verdade é que só sinto a culpa por não ter feito diferente, e agora não resta tempo pra substituir tantos erros por acertos. Agora é tarde demais.

De todos os caras legais que já fizeram parte da minha vida, você é aquele que continuou presente até mesmo depois da ausência, o único que conseguiu me marcar de um jeito especial; vou te contar um segredo, sou o tipo de garota que prefere vestir uma armadura ou um colete à prova de balas só pra se manter segura de sentimentos tão perigosos, mas por um segundo, você foi capaz de me despir de toda essa insegurança, me deixando desprotegida das consequências que viriam caso eu me permitisse ficar, e minha escolha foi muito óbvia, preferi encontrar uma desculpa pra não precisar viver essa vida que você criou pra nós. 

Quando você chegou, meus dias se tornaram pesados, não pela sua chegada, mas porque eu ainda não estava preparada pra brincar de amar. Eu queria voltar a experimentar essa sensação única que todo mundo diz que é se apaixonar, mas eu não consegui ir muito longe, não encontrei meu corpo mais leve e nem minha alma mais doce. Tive medo de me permitir tirar os pés do chão e fazer com que os pensamentos fossem pra muito longe. Minhas incertezas gritaram tantas vezes que não era hora de amar que comecei a acreditar que não era o momento certo pra despertar um sentimento que talvez não pudesse suportar, mas que hoje é responsável por esse vazio que carrego no peito.

Quando é verdadeiro a gente precisa achar um motivo pra tentar. E, vez ou outra, insisti que acharia de primeira uma razão pra transformar tantas possibilidades em tentativas reais, mas eu tive a impressão de que no final acabaria não me importando mais com a nossa relação, e quando tudo isso chegou ao fim, os nossos dias juntos acabaram sendo tudo o que me restavam. Se você tivesse persistido mais um pouco, quem sabe não estaríamos juntos, quem sabe eu tivesse sido mais corajosa pra driblar minha mania de estragar tudo. Tentei provar ao mundo que minha ousadia era mais forte que o medo, e a única que sofreu por acreditar nisso foi eu. E hoje você faz tanta falta. Ainda assim, tenho essa parte de mim que sempre me leva até você.

Desabafo de uma blogueira confusa

13 setembro 2016

Hoje fiz algo diferente. 

Quando acordei, fiz o impossível para esquecer tudo que ainda faltava e agradeci. Não aquele tipo de agradecimento forçado, por obrigação, para não parecer mal agradecida por tudo que a vida tem dado, mas com um tipo de sentimento sincero dizendo que fiz o certo, que lutei por tudo que valia a pena, e que mesmo duvidando dos meus próprios limites, consegui vencê-los. Me senti acolhida dentro da minha própria vida, algo que dificilmente acontece, ainda mais em uma manhã de terça-feira. Os últimos dias tem sido tão banais e complicados, e o único obstáculo que existe é essa renúncia em querer assumir que eu não estou bem, e já faz algum tempo que venho sentindo que nada está tão certo assim. 

Não sei se é porque estou desempregada desde junho, ou se é porque venho me preocupando tanto com os dias que ainda faltam para o ENEM, mas sempre tenho a fria ilusão de que estou vivendo uma vida que não parece a minha, alguma coisa está errada, fora do lugar, e não consigo juntar todas as peças de uma vez só para descobrir o que é esse vazio no peito. É como se existisse um espaço pronto para ser preenchido, porém nada é compatível com esse buraco, porque a profundidade torna impossível não ser engolida por ele. Não sei se é a situação de crise do país, tanto na politica ou na educação, mas estou sentindo que essa garota de 18 anos está desmoronando aos poucos, bem lentamente, quase imperceptível. Não sei como vou me curar desse vício de intoxicação que o mundo tem me obrigado a sentir. 

Isso é mais uma crise existencial de uma adulta que sabe o que fazer da vida, mas que não consegue ir atrás e arruma desculpas para não tentar, e quando tenta, inventa razões para não ir até o fim. Esse é o ciclo que tenho vivido ultimamente. Queria não sentir tanto, mas quando sinto, são as piores coisas que alguém poderia sentir. 

O blog surgiu da necessidade de continuar, de fazer histórias com tudo que já vivi, de transbordar esse esconderijo com minhas maiores paixões, é uma construção pessoal, como um diário que você compartilha com os amigos mais próximos, deixando ele mais público do que particular. Ter um espaço tão libertador é o que me deixa motivada a continuar e a não permitir ficar para trás sempre que o mundo me der uma rasteira. Mesmo assim, fico com uma baita insegurança ao criar um post. Quando preencho as primeiras linhas  de qualquer texto, me questiono se estou sendo fria demais ou sentimental de menos. Tenho medo de me tornar uma pessoa que não sou para agradar. Já renunciei tantas coisas pelo simples fato de não conseguir ser eu mesma que é como se essa garota que todos os meus amigos conheceram nunca tivesse existido. 

Venho colocando tanta pressão na ideia de ser blogueira que estou transformando isso em uma obsessão. Tento colocar uma perfeição que não existe em meus textos, torná-los especiais e melhores, chamar a atenção dos leitores como se isso fosse importante e necessário, mas é totalmente irrelevante. Não preciso de seguidores, só quero pessoas que saibam amar o que o mundo tem a oferecer, pessoas que são cheias de problemas pessoais e que não sabem por onde começar a arrumar a bagunça. Quero atrair aquele tipinho de gente que sente demais, que é intenso ao extremo, que se permite aprender, criar uma história cheia de capítulos confusos. Não quero pessoas programadas, robôs, sentinelas, ou alienados. Não sei se fiquei louca, mas acredito que é possível formar uma família através do blog, onde eu possa me colocar dentro dela e não me sentir tão presa em uma solidão que me segue como uma sombra. 

Não me lembro de quando comecei a ser essa pilha de estresse que sou hoje, essa história inacabada que nunca chega ao fim. Minha alma parece um jardim de problema, e se eu não cultivá-los, parece que não vai sobrar mais nada. Quero me sentir em casa novamente, sentir que existe um lar pronto para me acolher quando o mundo sufocar minhas palavras, mas hoje, quando choro, não existe colo para me embalar, e ainda assim, me recuso a deixar os sonhos dentro de uma gaveta, mofando à medida em que o tempo se torna indistinguível. 

#1 Links favoritos da semana + dica de aplicativo

11 setembro 2016

Depois de uma semana turbulenta tentando conciliar meu tempo livre com os estudos e o blog, acho recompensante compartilhar os links que mais fizeram parte dos meus últimos dias. Acompanhar novas descobertas na blogosfera é uma oportunidade de aprimorar ainda mais o nosso conhecimento, já que nunca é demais se apaixonar por novos espaços e ideias que ainda são mistérios. Vivo me aprofundando em assuntos que não domino com tanta facilidade, refazendo críticas e ideologias a cada instante, mas tudo sempre vale a pena. Neste post irei citar desde blogs que estão fazendo a diferença na vida de seus leitores até sugestões de aplicativos que vão virar completamente o seu mundo do avesso. 

Sim, a Kéfera é uma vlogueira, atriz e escritora incrível. Ela vem conquistando milhares de pessoas por meio da internet, criando o seu próprio espaço de fãs, e não é à atoa que isso acontece, seu jeito simpático e divertido mostra o quanto ela ama a vida que tem hoje, compartilhando um pouquinho do seu próprio mundo com cada pessoa que a acompanha, quem não amaria essa oportunidade? Mas aí aconteceu algo na carreira da vlogueira que separou opiniões e criou um debate em torno de uma atitude cometida por ela em um evento, algo no qual o vlogueiro Felipe Neto fez questão de discutir em um dos seus vídeos mais recentes do canal.

Muita gente deve ter culpado a Kéfera por ter permitido que sua fã beijasse seu pé, porém se prestarmos atenção no vídeo gravado pelo seu cabeleireiro e postado em seu Snapchat nos últimos dias, é possível ver o quanto a Kéfera deve ter se sentido incomodada com o pedido inesperado da fã, como o Felipe comentou. Acho que ser uma pessoa de destaque no mundo da Internet tem seus benefícios e seus riscos, e lidar com situações parecidas deve ser bem complicado para qualquer pessoa, no entanto essa é uma atitude que mostra o quanto existem fãs que passam na normalidade e partem para uma linha paralela de loucura, e acabam tratando seus ídolos como um objetivo de idolatria, onde poderiam fazer qualquer coisa para mostrarem o amor que sentem, brigam com seguranças, partem para violência quando precisam, e se tornam obcecados sem qualquer controle. 

Agosto chegou ao fim, mas parece que o mesmo continua, que a rotina ainda permanece viva, que a sensação de nunca chegar ao fim persiste em ficar. Você já acorda com aquele sentimento de exaustão, de cansaço, de ter corrido uma maratona no dia anterior ou enquanto dormia. Sua cabeça não filtra o que pode ou não entrar, e parece que em seus pensamentos só existe o que há muito tempo foi desgastado, o que está velho e não serve pra nada. Você está perdido entre o que Agosto foi e o que Setembro ainda não trouxe, é um circulo vicioso que não acaba, que só traz um pouquinho mais de incerteza e meio-termo, nada muito concreto. Quando você olha pra si, só pensa no quanto deseja se despir dessa imagem que aparece nítida no espelho, você sonha em se lavar desse passado e começar um futuro onde não exista mais essa sensação de peso, de nostálgica de algo que nunca aconteceu, você se parte em pedaços toda vez que tenta recomeçar, mas a realidade bate a porta sempre te sufocando um pouco mais nessa tentativa de abandonar o que não serve mais. Sentir aquela paz que invade a alma quando o nascer-do-sol entra pela janela do quarto em uma manhã de domingo, a paz do vento que bagunça os cabelos, que faz o sorriso surgir, que faz o espirito ansiar ainda mais pelo novo, pelo essencial, pelo que faz a barriga doer de paixão, que faz as borboletas se mexerem dentro da gente. Que setembro seja sinônimo de recomeço, de amor, de mais altos do que baixos, que seja mês de vestir uma armadura nova e se desarmar de todo passado. 

3. O Livro do Bem 2 (site)
Esse livro parece ser uma espécie de labirinto cheio de aventuras, mas com aquele toque de amor e motivação para realizar os sonhos, porque a gente sabe que às vezes faz falta um empurrãozinho no meio da luta diária. Além de explorar o que você sente, convidamos você a sair da zona de conforto e observar o mundo à sua volta, seja viajando, seja conhecendo sua cidade, seja tomando coragem para conhecer as pessoas e as coisas que estão por perto e que você nem sempre nota. Este é um livro sobre viagens – dentro e fora do seu coração. É um mapa para as coisas pequenas e especiais da vida. Cada minuto que você dedicar a ele tornará sua visão de mundo ainda mais ampla e especial. Mas ele só vai te mostrar os caminhos se você topar embarcar nesta loucura, fazendo-o seu de verdade. Com frases e reflexões, ilustrações fofinhas, fotos e tarefas que fazem a gente sentir vontade de largar tudo e ir viajar na hora, além de playlists para embalar os dias… E aquela carinha de diário que ajuda tanto na hora de abraçá-lo e fazer as atividades como se fosse seu melhor amigo. Nunca se esqueça de coloca-lo na bolsa! E fica aqui um convite: fotografe e publique tudo o que você fizer no seu Livro do Bem nas redes sociais com tag #livrodobem. Porque o que é do bem merece ser compartilhado!

4. Série Lúcifer - 1ª temporada (site)
Essa série parece um pouco assustadora por conta do seu título totalmente questionador, e já deixo claro que a resposta é sim, ela faz referencia ao Lúcifer que conhecemos, porém a série jamais será satanista e nem terá a intenção de glorificar a imagem do "diabo", é uma história de ficção, e nada mais, apesar disso, tenho certeza que ela receberá inúmeras críticas a respeito de sua produção. A série é baseada em histórias em quadrinhos com o mesmo título, onde Lúcifer, entediando em sua eternidade no inferno decide abrir uma boate em Los Angeles, vivendo com o sobrenome de Morningstar. Após cinco ano acostumado com sua nova existência de luxo e diversão, ele conhece Chloe Decker, detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles, que dedica o seu seu tempo na Terra solucionando crimes e procurando os verdadeiros culpados dos mesmos.

Ainda não tive oportunidade de assistir aos seus treze episódios da primeira temporada, mas fiquei sabendo que será renovada para a segunda, o que deixou os fãs e os amantes dos primeiros episódios animados com a notícia. O que me chamou atenção é a pegada de humor do protagonista, e a criação de uma personalidade diferente do que estamos acostumados, é uma identidade de alguém que está prestes a convencer o mundo do seu charme, da sua vaidade, do seu jeito meio egocêntrico de lidar com as situações mais inusitadas, e o que me surpreendeu ainda mais é o fato dele "trabalhar" como detetive, segundo a resenha da Mari Menezes, ele é um tipo de Sherlock, já que só trabalha nos casos que são do seu interesse particular.

5. Como os signos estudam? (Youtube)
Não sou o tipo de pessoa que se prende a essa ideia de signos, de horóscopo, porém acho divertido observar como na maioria das vezes dá certo comigo, porque a minha personalidade é totalmente igual as descrições que falam dos piscianos, sentimental ao extremo, idealizadora de encontros românticos com velas e buquê de flores. Já imaginou como cada signo age diante do fato de estudar ou fazer um curso, ou se preparar para aquela prova entendiante que todo mundo passa na vida. Inferno Astral é um canal que aborda de um jeito descontraído e divertido a história de cada signo sobre um ponto de vista diferente e bem humorado, não é como ler algum artigo no site da Capricho, é um jeito de rir de algo que ultimamente é muito banalizado pela sociedade.


A melhor descoberta nas últimas semanas foi esse aplicativo que baixei no celular. Tenho um mundo de músicas em minha mão sempre que ligo o aparelho, e não tem como evitar, é incrível. E o melhor de tudo: você ainda pode aprender inglês onde estiver, dentro do ônibus ou indo dormir com o seu fone de ouvido. Quando você seleciona uma música internacional, por exemplo, é possível ver a letra em inglês e a sua tradução em nossa língua, e outra, ainda dá pra identificar várias músicas que ouvimos por aí e não sabemos o título só com um clique. É incrível ter um aplicativo que reúne tantas funções necessárias em um só lugar; eu ia quase esquecendo, mas você ainda pode criar uma imagem divertida com o seu trecho favorito da música, e postar em todas as redes sociais que quiser. Legal, né? Vale muito a pena ter o aplicativo instalado no celular, está esperando o que pra baixar? Confira abaixo as edições que fiz com minhas músicas favoritas dos últimos tempos.