Porque a série SENSE8 é tão incrível + Trilha Sonora

02 agosto 2016

Diariamente somos expostos ao comum, ao que deve ser contemplado como um padrão, sem questionamentos ou sem a necessidade de observar um ponto de vista alternativo. Sense8 não é assim, é diferente de tudo o que já fomos capazes de pressentir. 

São histórias únicas contadas como se fossem capítulos que acabamos de ler, pessoas que são desvendadas à medida em que todos os episódios são apresentados a nós, mas não pense que são personagens comuns, com narrativas perfeitas e memórias encantadoras, é algo mais profundo que isso, tão profundo que a Netflix mergulhou fundo em uma produção intensa a ponto de tirar o fôlego, colocar lágrimas, ou simplesmente criar reflexões que estão longe de serem esquecidas. 

A partir do instante em que oito estranhos se deparam com a visão de uma mulher desconhecida e sua impactante morte, ambos se veem conectados de uma maneira totalmente profunda, compartilhando instantes íntimos, pensamentos secretos, e emoções que fogem do controle. É fácil acharem que estão enlouquecendo, fácil chegarem a conclusão de que essa realidade paralela é uma peça de suas próprias mentes, porém enquanto vão descobrindo mais sobre a misteriosa conexão, vão percebendo o quanto tudo é muito real. 

Will é um policial de Chicago que vive se culpando pelas respostas que não obteve e que parecem inalcançáveis em sua carreira. Nomi é uma transexual lésbica de São Francisco com uma grande capacidade para entender programas de computador, tecnologia e redes, repleta de problemas com sua família pela não aceitação de sua orientação sexual. Kala vive na Índia, e seu casamento foi a decisão mais incerta que seu coração já tomou, pois o sentimento que nutre pelo noivo não é intenso o suficiente para uma cerimônia com tanto significado. Wolfgang, além de extremamente gato, tem uma profissão nada comum: arrombador de cofres em parceria com o seu melhor amigo, teve uma infância difícil ao lado de seu pai, onde era surrado frequentemente para aprender a não ser fraco. Riley é uma DJ islandesa que sofre silenciosamente os traumas do seu passado, e a única saída que encontrou para lidar com sua própria dor foi fugir, abandonar sua antiga vida e começar uma nova. Sun é uma mulher apaixonada por artes marciais, porém por pertencer a um sexo considerado fraco pela sua família, e pela sociedade, se vê vítima do machismo. Capheus é um queniano que sobrevive em situações precárias no Quênia, onde é capaz de sacrificar sua vida como motorista de van para proteger e cuidar de sua mãe. Lito é um ator mexicano reconhecido pelo seu talento de atuar e conquistar inúmeros corações, homossexual não assumido com medo de ser a próxima vitima do preconceito. 



São cicatrizes distintas que cada um tenta cobrir de algum jeito, personalidades que refletem outros pensamentos, e ideologias que demonstram um mundo desigual e nem tão perfeito assim. Diversidade é um sentimento exposto em todos os episódios da série; são culturas, hábitos, paixões e situações tão únicas, que talvez não façam parte do nosso cotidiano, porém com tantas pessoas indo e vindo, é impossível que não faça parte da vida alguém. Adentramos nas lutas individuais de cada personagem como se pudêssemos tirar uma lição de tudo isso, porque no final, realmente somos capazes de nos identificar com algum pedaço da realidade mostrada. Alguns precisam lidar com problemas de dinheiro, com preconceito, com a junção do passado e presente, com a decisão de abrir mão de uma vida predestinada para viver seus próprios sonhos. 

Aqueles que possuem a habilidade de manter essa conexão mental e física com os outros membros são chamados de sensate, porém a série mostra perfeitamente o quanto a diversificação é observada como uma ameaça, uma fuga do padrão exposto, uma luta contra os esteriótipos que somos destinados a viver diariamente. Quando nos aprofundamos em cada episódio é como se também entrássemos na pele de alguém novato e estranho, e então sua cultura, sua postura, suas ideias também se tornam nossas, porque o que temos de melhor deve ser compartilhado, sem receio e sem medo. 

Os sensate são perseguidos por um núcleo de preservação ambiental, que os vêm como uma verdadeira ameaça ao mundo, por isso precisam aprender a desenvolver suas próprias habilidades e técnicas para se manterem vivos em um mundo onde o próximo passo pode ser o fim. 

A lição é clara: Somos heterossexuais, gays, lésbicas e transexuais. Somos brancos, asiáticos, negros e indianos. Somos católicos, umbandistas, muçulmanos e protestantes. Somos todos um só, somos humanos. (Bia Fonseca)

Ouça a trilha sonora da série disponibilizado na playlist abaixo e se encante por todas as canções que são tocadas ao longo dos episódios. Não esqueçam de alegrar o meu dia como blogueira com um comentário expondo sua opinião sobre a série, e tudo o que sentirem que devem dizer, afinal as palavras são nossa maior voz.

4 comentários:

  1. AMO SENSE8, que série maravilhosa! To morrendo de saudades, mas a gente vai ter que esperar até o Natal, amei o post!

    bj!

    https://menezeste.blogspot.com.br/

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    1. É uma das melhores séries que já assisti, incrível, já estou ansiosa para a segunda temporada, até lá muitas saudades dos personagens.

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  2. Oi Luana! Primeiramente gostaria de dizer que seu blog é muito lindo, parabéns. Eu sou louca para assistir esta série, já não aguento mais meus amigos falando a respeito e eu só observando rs. Se tiver algum site que possa me recomendar para assistir, eu agradeceria. Sucessos e beijo.

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    1. Geovana, muito obrigado pelo comentário, fico feliz que você tenha gostado e espero que volte mais vezes aqui. Sobre a série, realmente vale a pena assisti-la, e o quanto antes melhor. Assiste pela Netflix, ou assiste online mesmo, um site que aconselho e que talvez tenha a série é Mega Filmes HD. Assiste e me conte o que achou, beijos.

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