Qual o nome da sua saudade?

31 janeiro 2016

Todos nós temos uma história a contar, ou a esconder, ou a deixar em oculta para o restante do mundo, mas sempre teremos algo a dizer, mesmo que seja em poucas palavras, mesmo que seja depois de um grito, ou antes de uma lágrima, sempre temos. 

E minha história começou quando eu ainda era a garota indefesa e ingênua de alguns tempos atrás, que não sabia diferenciar um coração partido de um sorriso sincero, e que jamais compreendeu o significado de uma paixão repentina e um amor duradouro, porém que mesmo assim, nunca esqueceu que era o amor que a mantinha viva o tempo todo.

Ninguém nunca me perguntou qual havia sido aquele motivo especial que me fez começar a escrever desde muito cedo, e por mais que não fosse importante rever o passado outra vez, era ensurdecedor ouvir as vozes dos meus próprios pensamentos dizendo que em cada palavra, cada verso, cada afirmação, e cada incerteza, esse motivo estava intricado no meio menos acessível do meu coração.

Ele era meu motivo, minha razão, até mesmo minha sanidade mais incontrolável, e o pior de tudo, era minha inspiração também. E ao invés de um sonho bom, era na verdade um pesadelo sem começo e fim, sem barreiras, sem regras, livre para voar, e liberto para partir quando bem entendesse, mas era o meu motivo.

Apenas meu. E desde sempre, ele se tornou meu personagem favorito, o dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. Tentei tomar consciência do meu progresso, dos passos que dei, e o quanto avancei desde as primeiras linhas de textos que escrevi, e simplesmente acho incrível saber que apenas cheguei onde estou agora, no presente, por causa dele.

Não, nunca namoramos. E nunca fomos melhores amigos, porém as minha memórias mais antigas e remotas vivem remoendo o instante em que seus lábios tocaram os meus com a leveza das asas de um beija-flor, como se eu realmente fosse um, com uma frequência cardíaca de 120 batidas por minuto, pairando entre o aroma mais adocicado, e a beleza mais suave e singela.

Uma parte do meu passado começou a fazer sentido, enquanto meu futuro permanecia envolvido em um mistério quase infinito, e por mais que meu coração tivesse sido quebrado como vidro, a minha razão de escrever se tornou meu motivo para viver, e tudo se entrelaçou para sempre. Nunca entendemos porque algumas coisas acontecem conosco, ou porque outras deixam de acontecer, porém sempre existe uma explicação, como um quebra-cabeça sendo montado, consequências sendo reveladas, e caminhos sendo descobertos. 

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Linda, eu fico tão feliz por saber que tenha gostado, são comentários como esse que me motivam a continuar acreditando que poderei fazer a diferença na vida das pessoas com os textos que escrevo, obrigado pela atenção, volta mais vezes tá? bjs

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