O que temos de diferente é o que temos de mais bonito

19 dezembro 2015

Sou indefinível, incompreensível, divergente, ou o inverno e o verão em um mesmo espaço de tempo, ou um pedaço do arco-íris em meio à chuva, ou o fogo que arde entre os corações, ou o frio que congela as emoções. Sou o obscuro de uma noite sem lua, ou as chamas de uma manhã com sol. Sou o reflexo de mim, ou qualquer outra imagem falha. E inúmeros atos não conseguem me definir, e um mapa ainda é pouco para encontrar minha essência, já que vago pelo mundo a fim de encontrá-la. Então finalmente compreendi, enquanto eu ainda estava distraída com meus próprios passos.

Desprendi forças inusitadas para alcançar objetivos e honrar a batalha do pequeno infinito que chamamos de vida, e a partida de um novo ciclo começou. Tentei e arrisquei. E desvendei os horizontes mais inimagináveis, e me deparei com o desconhecido, e adentrei em sonhos que não eram apenas meus, e o diferente acabou me surpreendendo. Sempre mudamos nossa dieta, mudamos o nosso estilo, mudamos de lar, tentamos um comportamento novo, e então novas possibilidades surgem. 

Haverá uma época em que pensamentos, palavras ou planos terão mais chances de serem concretizados, e as emoções e sentimentos serão aguçados e nítidos. Haverá preocupação e calmaria, e nada será capaz de afastar nossa fé, o nosso potencial, a nossa harmonia. 

Momentos que estarão guardamos em nossa memória para sempre, até além do fim, até não existir mais o fôlego, a incerteza, a desilusão. Porque agora, eu sou exatamente quem eu quis ser, e tenho certeza que uma parte de mim lutará para ser ainda melhor. E embora eu tenha realmente duvidado dos únicos momentos nos quais eu deveria ter mantido minha fé, continuo sabendo que uma parte de mim não desistiu de mudar o mundo por meio das palavras, e dar vida aos textos, aos versos, aos poemas, aos instantes de paz que consigo através de histórias inteiras contadas com gotas de tinta que parecem sem fim. 

0 comentários:

Postar um comentário