Flores de um inverno apaixonado

18 dezembro 2015


Você é um mistério. E talvez você realmente esconda, porém todos nós somos como a Lua, temos o nosso lado obscuro, e o nosso lado luz.

Às vezes, tudo o quero é conhecê-la, revelar seus defeitos, suas qualidades, o primeiro pensamento que vem a cabeça quando acorda, ou quando vai dormir, ou medir a intensidade de seus sentimentos como se eu fosse capaz de desvendar o olhar que deposita silenciosamente em mim quando estou distraída, entender cada pedacinho dos seus sonhos e de seus piores pesadelos, ou entender com que frequência você muda seu humor, ou quantas vezes você chora quando não está bem consigo mesma, ou em quantos instantes você sente falta de algo maior do que si mesma.

Às vezes, eu queria recorrer as suas lembranças mais antigas e compreender todos os instantes que suportou e os sorrisos mais sinceros que dominaram seus lábios, mas às vezes eu também acho que não sou capaz de navegar nas ondas que existem em você. Sabe o que eu sinto quando olho para você?

Sinto que você é uma criança, não pelas atitudes ou pelas ações, até mesmo porque você já é uma mulher madura, que tem o total domínio sobre suas decisões, mas sim pela essência pura e sincera que flui de você quando a olho, talvez exista maldade em uma parte de você, ou aquele pensamento malicioso e selvagem, mas eu sinto que um lado de você é puro, não a pureza de ser uma santa e puritana, mas como você disse, porque ninguém é, mas porque você é uma boa garota.

E quando eu sinto a criança que há em você, eu só quero pensar que um dia serei aquela que estará ao seu lado quando você chorar, quando você não aguentar o peso do mundo, que estará em frente a ti para te defender da maldade, mas às vezes, eu sinto que há muitas pessoas fazendo o papel que eu tanto queria fazer.

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