Nunca será demais todo esse amor

28 novembro 2015

Ninguém nunca compreendeu os meus defeitos, e minhas qualidades formam o mistério mais indecifrável que existe. O meu caos é uma certeza que torna a paz possível, que ainda me faz saber que a bagunça que vivo é a esperança de que um dia tudo estará em ordem outra vez.

Mas até lá, terei que me manter de pé tempo o suficiente para o fim, acreditar que o meu fôlego nunca irá preencher algo além do que meus próprios pulmões. Quando estamos diante de uma falsa calmaria, e nossa escolha é o impulso que falta para sermos jogamos contra o vento, e não há livramento que o torne leve para voar com suas asas, para onde vai o medo? 

Não será que cada batida do seu coração move um fragmento de medo quando está diante do perigo mais insano e egoísta? Às vezes, pergunto onde está minha coragem quando não estou tentando procurá-la, e se por um rápido segundo, ela realmente existiu da maneira que eu sempre implorei, porém nunca consegui distingui-la, e nem ao menos responder se meus atos - ao longo deste ano - foram atos de bravura, ou da covardia que escondo todos os dias.

Eu tentei, tentei retirar o peso dos meus ombros com a leveza do mundo, mas o próprio mundo se tornou um peso ainda mais real, e a distância se tornou a certeza de que eu nunca mais encontraria paz, porém o que jamais soube era o quanto a liberdade estava em mim, pairando entre meus pensamentos e fluindo a cada palavra, como uma chuva que molha lentamente os corpos que já estão preparados para receberem suas incontáveis gostas, pessoas que não se escondem em suas casas para fugirem da tempestade, que ao invés disso, a enfrentam, pois apenas é possível vencer o medo quando a coragem é imposta a nós.

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